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Arquitetura de impacto – parte 5

.Net era onipresente. E mistificadora. Quando apareceu no mercado, era uma buzzword. As pessoas não entendiam o que queria dizer ou quais recursos estavam disponíveis para ele. Em fins de 2002, a Microsoft retrocedeu

22/12/2005 às 11h58

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O CEO Steve Ballmer reconheceu: “provavelmente fizemos .Net um pouco mais difícil de entender do que deveríamos”. Gates admitiu ter dado um passo em falso com o lançamento do .Net e disse a Wall Street que determinados elementos da estratégia eram prematuros.
A Microsoft mudou o rumo e retirou o apêndice .Net de muitos produtos, notadamente Windows. Alguns produtos, como as ferramentas de desenvolvimento Visual Studio e Visual Basic, mantiveram o sufixo. Muitos recursos baseados em .Net prometidos no sistema operacional Vista acabaram sendo eliminados.  Em 2002, Gates ofereceu uma definição mais simples de .Net: “software para conectar informação, pessoas, sistemas e serviços”. Mas isso não ajudou de fato.
O que .Net veio a significar (e ser) foi um conjunto de ferramentas de desenvolvimento e um ambiente ou framework no qual pode-se usar estas ferramentas. Enquanto o marketing de .Net chapinhava, a equipe técnica da Microsoft estava ocupada criando estas ferramentas e o framework que, na realidade, fomentariam uma revolução no modo como desenvolvedores da Microsoft criam aplicações. A Microsoft fez o marketing da revolução antes de ter as ferramentas.
E as novas ferramentas, afinal, são superiores à plataforma de desenvolvimento Win32 da Microsoft, mais antiga, e ferramentas associadas. Avanços técnicos misteriosos à parte, o que a Microsoft fez com .Net foi permitir que programadores usassem linguagens diferentes — C++, VB, VB.net, C# e assim por diante — no mesmo ambiente, facilitando recrutar talento acessível para desenvolvimento no ambiente Windows.
Além disso, as ferramentas estavam ao alcance, sendo fáceis de aprender – o que acelera o treinamento e o desenvolvimento. “Mais importante, facilita a integração com outras soluções do universo Microsoft, como banco de dados, correio eletrônico e aplicações do Officer”, avalia Ferreira, da Merial.

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