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Arquitetura de impacto – parte 4

Se antes os CIOs temiam .Net por considerá-la a próxima grande estratégia de aprisionamento da Microsoft, agora o aplaudem como um bom framework de desenvolvimento, que incentiva a neutralidade de tecnologia com a qual eles estão aprendendo a contar

22/12/2005 às 11h55

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A mudança de especialista em tecnologia para autoridade em processo não será fácil para muitos CIOs. Se eles não proporcionarem valor agora, não será culpa dos fornecedores. Será culpa deles.
A Microsoft cunhou o termo .Net em junho de 2000, em um white paper de seis páginas intitulado “Microsoft .Net: Realizing the Next Generation Internet”. Um juiz ordenou à empresa que se dividisse em duas e, óbvio, o preço de suas ações começou a sentir o efeito.
Neste white paper, a Microsoft usou a palavra revolução (em todas as suas variações) nove vezes e o termo “próxima geração” ou  “nova geração” seis vezes. Bill Gates disse que estava apostando a companhia nessa tecnologia.
A plataforma .Net deveria reunir a atividade de software da Microsoft sob um único termo. Mas .Net também deveria ser um produto (ou produtos), embora seu tipo não estivesse claro. O white paper falou em “constelações de computadores” e “em embutir produtos em um “meio eletrônico”, e prometeu “gerenciamento zero” para usuários finais e uma “nova era de relações de comércio dinâmicas”. O documento citou XML e Web services enfaticamente como algo que fomentaria .Net, mas não ficou claro de que modo ou até que ponto.
Em 2002, Joel Spolsky, desenvolvedor de software e atualmente um blogueiro de questões de desenvolvimento de software, resumiu assim a atitude em torno da fanfarra .Net: “Não estou dizendo que não há nada de novo em .Net, estou dizendo que não há absolutamente nada”.
Nos dois anos seguintes, .Net passou a descrever praticamente qualquer coisa moldada na forja de Redmond. Os produtos importantes da Microsoft ganharam um apêndice .Net: Windows Server.net, Office.net, Visual Studio.net, MSN.net, .Net Passport, .Net My Services. Vista, o novo sistema operacional da empresa (chamado de Longhorn à época), foi anunciado como algo que se estearia em diversos pilares de .Net — mesmo que ainda levasse anos para chegar.

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