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Arquitetura de impacto – parte 9

Mas existem riscos. Se os fornecedores não aderirem a padrões, os CIOs podem acabar onde começaram, tendo que fazer integrações complicadas e onerosas de tecnologias proprietárias — e lidar com executivos de negócio estranhando o que aconteceu

22/12/2005 às 12h06

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“A adesão a padrões ofusca todo o resto”, diz Tom Shelman, vice-presidente e CIO da Northrop Grumman. “Como muitos CIOs, fiz grandes apostas em Web services. Vendemos esta arquitetura e a promessa de integração mais fácil e custos mais baixos para outros executivos. Assim, os fornecedores de aplicações têm que ser honestos e manter a abertura.
Quando começam a sair dos padrões, começam a colocar CIOs como ele em risco.” À medida que o desenvolvimento commodity possibilita que Web services decole, padrões têm que ser aprimorados e fomentados, e as empresas que criam Web services precisam disciplinar a si mesmas para aderir aos padrões, ao mesmo tempo pressionando fornecedores para fazerem o mesmo.
Até agora, a teoria MAD (mutually assured destruction) manteve os padrões unidos. Como diz West da H&R Block, “não vamos usar nada que seja difícil de rodar em outros ambientes”.
A Microsoft anunciou uma revolução em 2000 e disse que .Net era a mudança mais significativa da computação desde a internet. Mas .Net acabou sendo o resultado de uma revolução, não a causa dela. O que trouxe .Net ao seu status atual (um conjunto sólido de ferramentas de desenvolvimento dentre vários conjuntos sólidos de ferramentas de desenvolvimento) foram forças fora do controle da Microsoft: a necessidade de os CIOs governarem em ambientes heterogêneos, sem controle, de maneira acessível; o desenvolvimento de XML fora do alcance de qualquer fornecedor; o desenvolvimento de padrões de Web services em reação ao desenvolvimento de XML; i Internet.
“A revolução aconteceu há dez anos, quando as transações passaram para a internet”, afirma Carter, da FedEx. “Se você voltar no tempo, dez anos atrás, tudo que fizemos para conectar mainframes, Unix, Windows e VAX, foi lincagem de rede proprietária. Alcançamos os clientes com linhas dedicadas, serviços dial-in, SNA e DecNet e TTY dial-up, emulação de terminal. Em apenas uma década, passamos destas interfaces privadas caras e customizadas para uma pressuposição de que todo mundo pode tocar a camada de interface.
E agora temos esta orientação a serviço que nos permite tocar a camada de interface de uma maneira ainda muito mais fácil. Está tornando a computação muito horizontal. É algo profundo.” Carter louva a Microsoft por tornar .Net real: “.Net foi lançado com festividade e fanfarra, antes de ter chegado lá. Agora, evoluiu a ponto de se tornar útil e está na hora de colocá-lo em funcionamento.”

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