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Arquitetura de impacto

Web services mudou de cara nos últimos anos e está redefinindo a função dos líderes das áreas de tecnologia da informação

22/12/2005 às 11h45

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Quando a Microsoft anunciou a plataforma .Net, Bill Gates foi para a frente das câmaras e disse que estava colocando todas as fichas da companhia nessa tecnologia. Mas, no processo de tornar-se algo aquém do que a Microsoft havia sonhado, .Net foi muito além do que os CIOs esperavam e está conduzindo a uma nova definição da função de CIO, a um mundo onde
os fornecedores, inclusive a Microsoft, têm cada vez menos importância
Quatro anos atrás, a preocupação dos CIOs era de que .Net, proclamada pela Microsoft como uma nova arquitetura revolucionária, fosse apenas outro nome para o termo aprisionamento. “Não estou seguro de que Microsoft .Net será compatível com padrões abertos”, disse Brett Kottman, então diretor de e-commerce, à revista CIO-EUA em 2001. Ele não era o único. Em uma pesquisa com CIOs naquele ano, sete dentre dez executivos disseram que não adotariam .Net. Apenas um entre quatro afirmou que a motivação da Microsoft para lançar o produto era técnica; quase 60% disseram que marketing era o motivo.
Depois de décadas mantendo clientes cativos dentro dos muros do software proprietário, a Microsoft e seus concorrentes estão vendendo produtos, como .Net, que ajudam a derrubar estes muros. Por quê? Resposta: o mercado os forçou a isso. “Buscávamos uma plataforma que desse à corporação total independência de ferramentas em relação ao desenvolvimento das aplicações”, comenta Marcelo Matheus, gerente de e-business da Votorantim Investimentos Industriais (VCP), um dos maiores grupos do Brasil, com nove áreas de negócios (cimentos, celulose e papel, metais química e agroindústria, entre outras) e uma receita líquida de 18,4 bilhões de reais em 2004.
Segundo ele, a Microsoft se empenhou muito, nos últimos anos, para tornar a plataforma .Net mais robusta, visando dar mais consistência aos desenvolvimentos realizados pelos clientes.  “Hoje, aproximadamente 70% de todo nosso esforço de novos desenvolvimentos é feito em cima da plataforma .Net. Este ano, foram feitos pelo menos oito novos projetos, todos com a utilização de .Net”, conta Matheus.

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