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Boa opção

Cada vez mais as mulheres escolhem não apenas seguir carreira na área de tecnologia da informação, chegando a liderar esses departamentos nas empresas, como também passar para o mundo dos negócios

Rachel Rubin

05/12/2005 às 17h23

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Quais são os fatores críticos de sucesso para CIOs? Como saber se estão tendo sucesso e contribuindo para o negócio? Essas perguntas, imprescindíveis no repertório de qualquer executivo de TI que almeja o crescimento profissional, estão nas rodas de conversa das mulheres. Das mulheres CIOs. “No último ano, tivemos notícias de executivas que deixaram de ser CIOs para assumir funções em diretorias de negócios. Não temos notado o mesmo tipo de movimentação, na mesma proporção, com relação aos homens”, afirma Ione de Almeida Coco, vice-presidente do Gartner EXP América Latina. “Pelo que sei, foram seis mulheres nessa situação, quantia significativa se considerado o universo atual de cerca de 70 mulheres CIOs no País.”
Segundo ela, isso acontece principalmente porque as mulheres costumam ser mais hábeis em transitar pelos mundos da TI e dos negócios, mantendo posturas mais conciliadoras e humildes, sem ser submissas. 
Essa tendência foi o assunto do V Encontro Gartner de Mulheres CIOs, na semana passada. O objetivo do evento foi compartilhar algumas das descobertas das mulheres CIOs, assim como promover a troca de experiências entre as participantes da mesa redonda. 
Dentre as conclusões que Ione tirou a partir dos encontros estão o fato de que as mulheres se preocupam mais com gestão de equipe e relacionamento com chefia e colaboradores e estão constantemente em busca de maior credibilidade. “Ainda há um enorme preconceito em relação à capacidade gerencial de uma mulher especialmente numa área dominada por homens e ainda mais se ela for jovem, bonita”, resume.
Outro anseio é o da busca por equilíbrio. As mulheres, segundo a consultora, se estressam com maior facilidade, especialmente devido à jornada múltipla de administrar a casa, os filhos. Praticamente metade das participantes em um desses eventos alegou estar sob alto estresse ao serem questionadas sobre isso. “Diante da gravidade de tal constatação, uma psicóloga procurou ensiná-las a como obter maior equilíbrio no dia-a-dia, a delegar mais.”
A escassez de tempo para si mesmas também gera uma desvantagem competitiva em relação aos colegas homens: baixo networking. Isso porque, muitas vezes, enquanto as mulheres saem do trabalho e vão para casa, os homens vão para a happy hour. Sinal de que os tempos não mudaram tanto assim.     
Qual a razão de ser de um evento “clube da Luluzinha“? “Em grupos mistos, há uma tendência natural de um pouco de exibicionismo dos homens para as mulheres e vice-versa”, diz Ione. Em reuniões entre mulheres, explica, costuma haver intercâmbio profissional de uma forma mais produtiva e harmônica. Para participar do grupo, é preciso ser líder na área de TI de sua empresa e, claro, ser mulher. A interessada pode entrar em contato com o instituto ou ser indicada por uma das participantes. 

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