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Risco gerenciado

Pesquisa global sobre gestão de risco comprova que as instituições financeiras estão mais preocupadas em obter dados bem-estruturados para realizar um trabalho que atenda às exigências do setor. E que, para chegar lá, é preciso ter amplo suporte da TI

Rachel Rubin

28/11/2005 às 18h31

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As empresas estão cada vez mais conscientes da estreita interdependência entre gestão de dados e de risco. Pressionadas por redução dos custos e aumento da transparência por conta tanto de diretrizes corporativas quanto por requisitos como o Acordo Basiléia II, que exige melhoria da gestão de riscos, a ordem agora é automatizar o máximo possível tudo aquilo que se refere ao manuseio de dados.
Segundo o estudo global sobre administração de dados e riscos realizado por AIM Software (fornecedora austríaca de soluções de gerenciamento de dados e risco), Universidade de Economia de Viena e a agência de notícias Reuters, a porcentagem de empresas que pretendem melhorar a automatização na área de gestão de dados e riscos subiu de 64%, em 2004, para 72% em 2005. A pesquisa se baseia em entrevistas realizadas durante cinco meses com mais de 1.070 instituições financeiras de 88 países. O Brasil faz parte dessa lista, representado por 16 instituições.
Um fator que chama a atenção na pesquisa é que, em comparação com a pesquisa do ano passado, há uma maior atenção aos desafios do Basiléia II. Em geral, a preocupação central com este requisito tende a crescer: no ano passado, apenas 22% das instituições colocavam o tema como fator impulsionador para uma maior automação dos dados, ante os 40% de hoje.
Nas Américas Central e do Sul, 57% dos entrevistados, ou seja, acima da média geral, reconhecem o acordo de Basiléia II como o principal motivo que influencia a estratégia de back office. Mas, por enquanto, a região ainda tem muito a progredir no sentido de gestão de dados e de riscos. Apenas 5% dos respondentes da região já terminaram de implementar soluções do gênero. E pouco mais da metade (51%) conta com uma estratégia para lidar com riscos operacionais, a incidência mais baixa dentre todas as regiões pesquisadas (na América do Norte, por exemplo, 76% dos entrevistados já têm uma estratégia para lidar com isso). Por outro lado, apenas 5% dos entrevistados latino-americanos pretendem reduzir o número de funcionários em gestão de dados e 26% almejam aumentá-lo, um indicativo de que estão se mobilizando para tanto. 

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