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Sem paradas

Novo centro de tecnologia da Casas Bahia tem como principal meta garantir disponibilidade de 99,9%

Rachel Rubin

16/11/2005 às 16h09

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A Casas Bahia acaba de inaugurar um prédio construído especialmente para abrigar seu novo centro de tecnologia, ao lado da matriz da empresa, em São Caetano (SP). O investimento foi de 20 milhões de reais e o principal objetivo é ter uma infra-estrutura que garanta disponibilidade de 99,9% - operação ininterrupta em 24 horas por dia, sete dias da semana e 365 dias no ano.
A supervisão da iniciativa, cujas diretrizes de segurança se assemelham às dos data centers, ficou a cargo da IBM, parceira de longa data da rede. “Não podemos de jeito nenhum ter qualquer tipo de vulnerabilidade nos sistemas. Trouxemos o que há de mais moderno para esse prédio”, diz Frederico Wanderley, diretor de TI da gigante do varejo que tem hoje 55 mil funcionários (sendo 168 da área de TI) em 477 lojas e 18 milhões de clientes ativos. Por hora, os sistemas comportam um total de 3 milhões de transações.
A nova estrutura conta com um aparato de segurança física e lógica, ou seja, referente à integridade dos equipamentos e das informações neles contidas. A exemplo de uma sala-cofre de 140 metros quadrados para abrigar os equipamentos críticos de informática, com dois sistemas de ar condicionado; dois moto-geradores diesel de 440 KVA, da Caterpillar; dois nobreaks hospitalares (redundantes) de 150 KVA cada, da GE; e sistema de detecção e combate a incêndio.
Outra medida foi adquirir um mainframe (2084 T-Rex zSeries, da IBM), que funcionará em paralelo com o já existente. A rede já havia realizado um upgrade de sete mainframes em anos anteriores, mas é a primeira vez que investe em uma nova estrutura para garantir maior segurança às informações. 
O prédio, construído pela Construtora Reago, do Grupo Camargo Correa, levou um ano para ser finalizado e tem mais de 8 mil metros quadrados, em cinco andares. Conta com 1262 pontos de dados e voz e backbone de fibras óticas para o transporte de dados e voz. “O cabeamento estruturado permite uma série de iniciativas, dentre elas a de voz sobre IP”, diz Wanderley.
Além de VoIP, a nova estrutura deverá suportar outros projetos de TI, como BI, RFID (em fase de desenvolvimento) e Linux (desde 2002, todas as aplicações da rede usam esse sistema com base, com exceção daquelas que ainda não foram projetadas para código aberto). 

     

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