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O que faz de um diretor de TI um superCIO?

Ter perfil de inovador, mais do que de entregador, é um dos segredos

Luana Pavani

21/10/2005 às 15h38

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Consultores de carreira e executivos dão a resposta em uníssono: ter uma visão mais de negócios do que técnica. Chega um ponto na carreira que o executivo de TI deixa de ser validado por seus conhecimentos técnicos. O que o topo da pirâmide espera é que esse profissional melhore a produtividade e a confiabilidade dos negócios. “Para se diferenciar e aumentar sua empregabilidade, o CIO precisa incorporar o conhecimento de business para resignificar sua função em TI”, diz Saulo Lerner, diretor de key executives da RightSaadFelipelli.

Lerner lembra que como é o CEO que em geral contrata o CIO, o líder máximo da organização não espera encontrar um homem de TI, mas sim um homem de negócios, capaz de agregar valor, ajudar a aumentar os lucros, diminuir custos e garantir a segurança da empresa. “Eu contrataria para CIO alguém com a vivência e a maturidade necessárias para entender que TI é um meio e não um fim”, diz Flávio Haddad, country manager da Lenovo.

Haddad, que ainda não tem essa vaga disponível, pois a antiga unidade de PCs da IBM ainda está se ajustando ao novo controle, alerta para o risco de cair em modismos. “O mundo de TI já é complexo o suficiente, cheio de siglas. O CIO precisa saber agir da maneira mais adequada para o negócio. Não adianta oferecer sofisticação se o core business da empresa não é tecnologia”, reforça o executivo.

Jairo Okret, client partner da Korn Ferry, concorda: “O escovador de bits e bytes, que fala difícil e não consegue entregar os projetos no prazo, é coisa do passado. Hoje, a busca é por alguém que busca alternativas, entende e pensa junto com a negócio, que tem um perfil inovador, mais do que entregador”, comenta Okret, que já trabalhou do outro lado do balcão. Ele foi diretor de marketing da operadora celular BCP, hoje pertencente à Claro. Por sua experiência, enfatiza que é difícil encontrar um líder de TI que tenha as habilidades necessárias para se tornar um superCIO, mas que os brasileiros que chegam lá são tão competentes quanto seus pares nas multinacionais. “O que vejo são executivos de classe mundial”.

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