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O que o ITIL não faz

Este modelo de referência não oferece uma resposta sobre como colocar em prática o que está escrito nos livros

Rachel Rubin e Ben Worthen

10/10/2005 às 2h41

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Implementar ITIL não é fácil. Os especialistas dizem que a mudança de processos que o conceito requer é tão substancial que os CIOs deveriam tratar um projeto de ITIL da mesma maneira
que lidam com implementações de ERP (sistemas de gestão integrada), medindo o progresso em anos, não em meses.
As expectativas dos CIOs de encontrar respostas fáceis para suas perguntas sempre "cabeludas" costumam ser desapontadas: o ITIL não aconselha sobre como implementar as melhores práticas catalogadas, uma lacuna que pode entrar em choque com o hábito dos CIOs de contar com detalhadas metodologias de desenvolvimento de software.
ITIL é uma maneira de ajudar a criar uma mudança organizacional. Ou seja, não oferece uma resposta sobre como colocar em prática o que está escrito nos livros; cada empresa deve planejar seus próprios processos com base nos princípios do ITIL.
Talvez por esse motivo uma pesquisa recente da Forrester Research junto a CIOs de 65 grandes empresas globais tenha descoberto que, apesar do grande interess em ITIL, apenas 3% a consideram uma metodologia principal em suas organizações.
Para muitas companhias, no entanto, ITIL se tornará em breve bem mais evidente. Tanto o governo dos Estados Unidos quanto do Canadá vão requerer que seus fornecedores de TI utilizam ITIL. E os benefícios potenciais de ITIL - incluindo melhorias na satisfação dos clientes e eficiência operacional - parecem bons a ponto de a Forrester concluir que é apenas uma questão de tempo para o ITIL tornar-se o padrão para todas as compras em TI.

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