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Conhece-te a ti mesmo

Com a estratégia certa e sabendo identificar prioridades, qualquer companhia pode responder melhor e mais rapidamente às necessidades dos clientes e ser competitiva de verdade, garante Jeanne Ross, especialista do MIT

Rachel Rubin

27/09/2005 às 13h15

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Em entrevista a CIO Brasil, Jeanne Ross, Ph.D em gerenciamento de sistemas da informação e principal pesquisadora do Information Systems Research, do MIT (Massachussetts Institute of Technology), falou sobre como as empresas podem gerar valor e ter maior controle sobre o negócio nesse difícil e imprevisível contexto de constantes mudanças. O segredo está nas iniciativas de negócios baseadas na tecnologia da informação, com foco principalmente em arquitetura corporativa, governança de TI e outsourcing estratégico.
A especialista é autora de IT Governance: How Top Performers Manage IT Decision Rights for Superior Results, publicado pela Harvard Business School Press em 2004 (ainda sem tradução para o português), e de Foundation for Execution: Hardwiring Business with Enterprise Architecture, que será publicado pela mesma editora no ano que vem.
Neste segundo livro, Ross conta de que maneira empresas como UPS, ING Direct, MetLIFE e 7-Eleven Japan aumentam suas receitas, contam com empregados mais produtivos e obtêm maior retorno sobre os investimentos e mais sucesso com iniciativas de “fundação para execução” - um conjunto, segundo ela, de conexões eletrônicas de processos de negócios e sistemas de TI que serve de base para levar adiante operações centrais de forma eficiente e confiável.
“Em relação aos competidores, companhias com essa estratégia têm maior acesso a dados compartilhados, menor risco de falhas em sistemas com missão crítica e, consequentemente, redução de custos em TI de, em média, 25%.” Sem contar, acrescenta, com a maior satisfação da alta administração com a área de TI.
“Mas, para dar origem a esse alicerce raro e permanente gerado por TI, é preciso tomar a difícil decisão sobre quais operações devem ser mais bem-executadas e, em seguida, implementar os sistemas e processos que conectam eletronicamente essas competências centrais”, ensina, com base em sua observação de mais de 400 empresas nos Estados Unidos e Europa. “A mudança não acontece da noite para o dia. É preciso realizar um cuidadoso trabalho conjunto de governança e gestão de mudanças, incentivar as pessoas, promover a sinergia entre as unidades e, ao mesmo tempo, estabelecer padrões.”
E quem toma esse tipo de decisão? “O nível sênior dos profissionais da empresa. Conquiste-os, sempre”, responde Ross, que, em novembro, poderá vir ao Brasil para participar de uma palestra, ainda não-confirmada, sobre o tema.

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