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Da TI para os negócios

André Almeida, presidente da Amazônia Celular, começou a carreira na área de TI, mas não demorou a descobrir tino para os negócios. Seguindo sua vocação, acabou mudando definitivamente de área

Rachel Rubin

12/09/2005 às 11h24

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O alinhamento da tecnologia da informação aos negócios pode nortear outros caminhos além dos da corporação. Deslocar o foco nos bites e bytes para a estratégia empresarial faz com que profissionais de tecnologia da informação descubram novos talentos e até assumam as rédeas dos negócios.
Que o diga André Almeida, presidente da Amazônia Celular. O executivo, que com apenas 19 anos de idade formou-se em Tecnologia da Informação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, experimentou diferentes nuances da TI. Foi consultor na área pela PricewaterhouseCoopers e, desde 1999 na Amazônia Celular e Telemig (controladas pelo banco Opportunity), trabalhou como gerente de marketing, diretor de vendas, diretor de negócios corporativos e diretor geral de operações – com a TI sob seu comando -, até chegar, há um ano, à presidência.
Nos tempos de consultor, Almeida tocava projetos de análise de demanda cuja preocupação central era indicar soluções de TI que aderissem aos requisitos de negócios dos clientes. “Participei de projetos em diversos segmentos, de manufatura a varejo”, conta. “Mas descobri que o que me satisfaz profissionalmente é o envolvimento direto com o planejamento estratégico de uma empresa, usando aspectos da tecnologia que possam ser convertidos em produtos de valor agregado”, revela.
Apesar da vivência como consultor e do aprimoramento acadêmico – graduação e pós-graduação em Economia, na Fundação Getúlio Vargas -, que o prepararam para a entrada definitiva no mundo dos negócios, fazer a transição não foi uma decisão fácil. “Aceitar o convite significava não só a ansiedade de trabalhar em algo novo, mas também trocar uma empresa com grande reconhecimento no mercado por uma companhia recém-privatizada, que estava se estabelecendo. Sem contar com a mudança, com minha esposa, de uma megalópole como São Paulo para uma cidade de contexto sócio, econômico e cultural bem diferente: Belém”, diz. 
A decisão de mudar revelou-se acertada. “Fiz muitos amigos aqui, tive a oportunidade de aprender muito, conhecer e admirar a cidade, de entender sua importância para a região”, conta.  Mas o principal benefício parece ter sido o da confirmação vocacional. Além de conseguir chegar rapidamente à presidência da empresa, Almeida percebeu que se sente bem mais à vontade em conduzir negócios do que em ser especialista de tecnologia. “Com certeza, é disso que gosto. E me identifico com telefonia móvel, é um segmento competitivo que exige muita habilidade de um líder. Fazer o que a gente gosta ajuda até a diminuir o stress”, receita o executivo, cujos pensamentos estão recheados de clientes e acionistas. 

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