Home > Gestão

Converta descrentes de TI em entusiastas – Parte 6

Parte 6

STEPHANIE OVERBY e RACHEL RUBIN*

24/08/2005 às 18h25

Foto:

As coisas começaram a mudar justamente quando pareciam mais complicadas — no dia em que Fani chamou La Rocca em seu escritório para lhe falar sobre as reclamações intermináveis que estava recebendo porque os projetos de TI não eram executados no prazo. Em resposta, La Rocca mostrou a Fani um scorecard que ele usava para rastrear o êxito dos projetos. No ano anterior, o departamento tinha trabalhado em 43 projetos, dos quais apenas três sofreram atraso. Dois deles foram retardados deliberadamente; só um estava mesmo atrasado.
Foi nesta hora, acredita La Rocca, que Fani começou a questionar a validade de sua própria percepção sobre TI e a dar a TI o benefício da dúvida. “Você tem de ser capaz de mostrar os fatos às pessoas sem confrontação”, explica La Rocca.
La Rocca levou o que havia vivenciado com Fani para o resto da equipe de liderança. Começou a compartilhar com eles, mensalmente, todos os dados coletados sobre performance de TI. “Eles vêem o portfólio inteiro, ou seja, quanto gastamos versus o que foi orçado, os problemas de cada projeto e o status básico de progresso: vermelho, amarelo e verde.”
No fim do primeiro ano, o impacto das atualizações regulares de La Rocca sobre o progresso e as realizações de TI foi palpável na hora de decidir o budget. La Rocca disse ao comitê executivo: “Certamente, podemos viver dentro destas limitações de budget, mas, se vocês chegarem à conclusão de que podem nos dar mais tanto, poderemos fornecer-lhes tanto a mais. Vocês decidem. Para mim, tanto faz”. O comitê executivo ponderou e deu os recursos extras a La Rocca. “Eles sentiram confiança no processo e na transparência que apresentamos e não nos contestaram”, conta La Rocca. (Conheça mais sobre o poder da transparência de TI e como obtê-la em “Ver para Crer”.)
Fani está vendo progressos, finalmente. “Levou cerca de um ano para que as funções das linhas de negócio e corporativas abraçassem esta nova cultura de TI.”
TI é cara demais para ser commodity
No CUNA Mutual Group, a grande reclamação foi a de que TI é cara demais. “O orçamento estava crescendo ao ritmo de dois dígitos percentuais por ano, mas havia problemas com os projetos e os resultados”, diz Jeff Holley, vice-presidente executivo e CFO da CUNA Mutual. “Uma pessoa como eu fica muito focada nos custos quando não está extraindo valor de uma área.” O CTO Rick Roy não contra-argumentou; ele sabia que precisava alinhar os custos da área antes de pensar em mudar mentes em relação ao valor de TI.

Continuação: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail