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Dados domados, decisões rápidas

Orbitall cria ambiente de datawarehouse baseado em BI e consegue ganhos de produtividade

Renata Mesquita

23/08/2005 às 12h43

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A Orbitall, empresa que surgiu em 2002 com a cisão da Credicard, tinha uma demanda complicada: cruzar as milhões de informações de pagamento por ela processadas todos os dias para que as emissoras de cartão de crédito pudessem usar esses dados para identificar novas oportunidades, definir novas campanhas de ativação e retenção de usuários ou mesmo identificar e impedir novas modalidades de fraude. Isso sem contar com todo o processo de autenticação de transações, que em segundos verifica a autenticidade daquela compra ou pagamento – passando pelo histórico de compras daquele cliente e pelo sistema anti-fraudes. Apesar de serem consolidadas, essas informações vinham das mais diferentes fontes, como da área de crédito e cobrança, por exemplo.

"Com o ambiente anterior, era impossível cruzar esses dados. Sabíamos quantos clientes com um determinado perfil a operadora de cartão possuía, mas não sabíamos o que eles compravam, o que dificultava a oferta de promoções dirigidas", conta Thomaz Falcão, diretor adjunto de sistemas de suporte à decisão e projetos da Orbitall.

A empresa administra as informações de pagamento da Credicard, do Itaucard, do Citibank, da Ticket, da Vale Refeição, da Sodexho e da Medial Saúde, entre outros clientes. Para se ter uma idéia, só em janeiro a Orbitall processou 120 bilhões de transações para 53 milhões de cartões ativos, que movimentaram 9,6 bilhões de reais.

Outro problema era o tempo: operações como levantar o histórico de cada usuário de cartão e identificar como e com qual freqüência os serviços de atendimento ao cliente são acessados levavam horas. "Para se ter uma idéia, uma simples requisição ao sistema pode gerar 80 páginas de programação", diz Falcão, acrescentando que os call centers de seus clientes recebem uma média de 175 mil a 300 mil ligações de usuários todos os dias, gerando milhares de novas informações para o banco de dados baseado em mainframe.

A solução foi criar, em 2000, um ambiente de datawarehouse baseada em Business Intelligence para suportar a tomada de decisões. Em 2004, a Orbitall migrou para o banco de dados analítico Sybase IQ (Intelligent Query) Multiplex, capaz de combinar as diversas origens de informação e fazer aquele necessário cruzamento de informações. Nesse ambiente, a empresa usa duas máquinas para fazer a gravação e uma para fazer a leitura dos dados. O sistema suporta 340 usuários com de 20 a 30 consultas simultâneas.

Com isso, o processamento ficou muito mais veloz e os dados dos usuários de cartão são lidos em segundos. Segundo o executivo, hoje a Orbitall consegue realizar 75% das pesquisas em até um minuto, e 87% do total de requisições em menos de cinco minutos. Para se ter uma idéia, um projeto que demorava 164 horas para ser concluído no ambiente antigo hoje fica pronto em cerca de 10 minutos. "Ter a informação necessária com essa rapidez é mais do que uma diferença competitiva", acredita o executivo.

A Orbitall teve também ganho de espaço: com o IQ Multiplex, consegue armazenar os atuais 15 bilhões de linhas de informação em 3,5 TB de disco – no ambiente anterior, seriam necessários 10 TB. Com o preço de mercado do terabyte girando em torno de 50 mil dólares, só aí a companhia conseguiu uma economia de mais de 325 mil dólares.

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