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Administração sob medida

Votorantim Industrial se prepara para adotar o Balanced Scorecard em todas as suas áreas administrativas

Renata Mesquita

23/08/2005 às 22h09

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Depois de usar com sucesso o Balanced Sorecard para a vinculação dos indicativos de negócios com os indicativos de TI durante o complexo processo de unificação de oito unidades industriais, iniciado em janeiro de 2004, a Votorantim Industrial resolveu adotar a ferramenta de gerenciamento baseada em métricas para toda a área administrativa da companhia.

A migração seguirá a implementação do SAP, um projeto de 38 milhões de dólares que deve ser concluído em agosto de 2007. "Estamos justamente trabalhando na vinculação dos indicativos estratégicos, com o apoio da Fundação Getúlio Vargas. E não é nada simples, já trabalhamos nisso há um ano e meio", confessa Fabio Faria, diretor de TI da Votorantim Industrial. A idéia é padronizar não apenas o ERP, mas toda a infra-estrutura tecnológica da organização, que tem como meta para os próximos anos crescer internacionalmente.

A gestão de negócios da companhia se baseia no conceito de Gestão de Valor Agregado, o GVA, que consiste em pegar todo o resultado operacional da companhia e extrair o que foi investido em ativos – como, por exemplo, novas fábricas ou novos projetos. Mas, antes da unificação, cada uma das oito unidades industriais (Celulose e Papel, Cimentos, Metais, Energia, Internacional, Filmes Flexíveis, Agroindústria e Química) trabalhava de forma autônoma. Haviam alguns indicadores de negócios em comum, mais para atender às necessidades dos acionistas, mas não existia um alinhamento mais forte dos processos.

As primeiras implementações do SAP, após a estruturação do projeto, devem começar agora no mês de setembro. O cronograma será iniciado pela Votorantim Metais e pela Votorantim Energia; a holding Votorantim Participações será a próxima da lista. "Com o software de gestão, criaremos uma camada transacional que, simultaneamente, estará gerando o que eu chamo de informações gerenciais. Quando introduzimos o conceito de ERP, a idéia era justamente criar uma base para o alinhamento dos processos de negócios para que, depois, com o Balance Scorecard, pudéssemos gerenciar a organização e suas estratégias de forma mais automática, mais autônoma", explica Faria.

Com o sistema, diz o diretor de TI, os executivos não precisarão mais requisitar informações a todo o momento para as demais áreas envolvidas em um determinado projeto, como a financeira ou a de logística. Essas informações fluirão em um painel de negócios junto a seus principais indicadores, com direito a monitoramento em tempo real. "Com apenas um clique, o executivo poderá navegar pirâmide abaixo naquele projeto sozinho, chegando na área operacional e na causa do problema, se houver um, sem ter que pedir ajuda, autorização ou informações a ninguém", conta.

A principal vantagem para a adoção do Balanced Scorecard na área administrativa, segundo Faria, será a oportunidade de acompanhar o negócio "praticamente segundo a segundo", monitorando a produção de cada linha de negócios, cada custo gerado, o que foi comprado pelo departamento de suprimentos, quanto os fornecedores estão recebendo, quanto a empresa tem aplicado no banco, entre outros indicadores. No caso da Votorantim Industrial, todos os dados serão liberados para os executivos a partir de um portal de acesso restrito na internet, o que dispensará as consultas diretas ao sistema da SAP.

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