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TI: sob nova propriedade

Quando os líderes de negócio defendem os projetos de tecnologia, a percepção sobre a área de TI melhora

Stephanie Overby

23/08/2005 às 14h44

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A maioria dos CIOs acredita que o fato de o negócio deter a propriedade dos projetos de TI aumenta o êxito da adoção de tecnologia, fazendo com que as iniciativas de TI gerem mais valor, o que cria uma opinião melhor sobre a eficácia de TI. De acordo com a pesquisa “Convertendo Descrentes de TI em Fiéis”, da revista CIO, a propriedade de iniciativas de TI por parte do negócio é a maneira mais eficaz de melhorar a percepção do valor de TI.
Mas isso não acontece sem um empurrão do CIO. Dave Holland, CIO da Genesys Health System, levou três anos para fazer a equipe executiva adotar a política de que nenhum projeto de TI seja proposto sem que haja um defensor da área de negócio. “Tive que convencê-los de que a propriedade por parte do negócio era vital”, diz Holland, que, nos últimos anos, fez mais de 50 apresentações explicando por que o sistema médico eletrônico do hospital não era um projeto de TI, mas um projeto da Genesys Health System. Para implementar o sistema, por exemplo, os líderes de projeto precisavam conhecer o fluxo de trabalho da enfermagem no hospital e promover uma adequação com o sistema, fazendo modificações no sistema e em processos conforme a necessidade. Os líderes de negócio cederam aos poucos e o departamento de enfermagem se tornou proprietário do sistema, que foi implementado inteiramente em abril.
Os paladinos de projetos saem em defesa de TI. “Depois que adquirimos o expertise e a propriedade e implementamos um sistema, eles saem dizendo: eis o sistema que ajudei a projetar para melhoras nossas vidas. Vamos usá-lo”, conta Holland. “E o sucesso está na adoção pelo usuário.”
Os participantes mais difíceis de conquistar, segundo Holland, foram os médicos, que podiam amar ou deixar TI (e pendiam para o último). A gerência de TI começou a promover “rodadas médicas” com poucos meses de intervalo para observar os médicos trabalhando e os problemas que eles tinham com os sistemas e como aprimorá-los. Com freqüência, a solução era simples — acrescentar computadores na emergência. Holland também convida médicos para trabalhar com TI em protótipos de novos sistemas. “Quando eles vêem suas idéias incorporadas ao software de produção, sabem que estão sendo ouvidos” e suas opiniões sobre TI melhoram, explica Holland. “Estamos indo longe com os médicos. Agora eles estão entusiasmados com os novos sistemas e nos incentivam a andar mais rápido.”

Esta matéria é continuação de Negócios e TI do mesmo lado da mesa

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