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Virtualização: Grendene ganha agilidade

Com custo 30% menor do que uma inicaitiva tradicional de substituição, virtualização de servidores da Grendene garante que TI responda rapidamente às exigências do negócio

Marina Pita

22/02/2008 às 12h52

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A Grendene, uma das maiores fabricantes de calçados do país com faturamento de 999 milhões de reais nos nove primeiros meses de 2007, percebeu que havia acertado em optar pela virtualização de seus servidores quando, antes de terminado o projeto de consolidação, surgiram quatro novas iniciativas que exigiriam quatro servidores. O diferencial foi que em apenas um dia eles estavam liberados e prontos para utilização.

“A agilidade e flexibilidade que ganhamos para responder às demandas do negócio são os maiores benefícios da virtualização”, diz Giancarlo Foutoura, coordenador de infra-estrutura da companhia. Para ele, a redução do custo de manutenção, de administração e do número de servidores, a padronização do hardware, a melhora na utilização dos recursos e a redução do tempo de inclusão de uma máquina fizeram toda a diferença. “Isto significa que podemos responder aos projetos ‘pára-quedas’ que aparecem vez ou outra. Além disso, a criação de ambientes de teste e de simulação passa a ser muito mais rápida”, diz.

Os treze servidores da Grendene estavam obsoletos e trabalhando no gargalo quando a equipe de infra-estrutura de TI resolveu que era hora de investir. Logo optaram por avaliar opções de virtualização. Como a empresa já tinha uma solução de storage da Hewlett-Packard, a parceria com a fabricante pareceu vantajosa – além disso, a fabricantes ofereceu outras vantagens, como o número de placas de rede, memória e processador oferecidos. A solução de virtualização da VMware foi incluída no pacote.

O diretor de infra-estrutura de TI optou, então, por não só adquirir o hardware, mas também o apoio de consultoria e treinamento. “A instalação assistida de seis máquinas virtuais e os cerca de dez dias de treinamento da equipe da Grendene envolvida no projeto foram fundamentais para o sucesso”, afirma Fontoura. Com isso, sua própria equipe tem conhecimento e autonomia para colocar novas máquinas virtuais no ambiente.

Os treze servidores foram substituídos por apenas quatro servidores blade que rodam treze máquinas virtuais, mais quatro destinadas aos projetos de caráter urgente que apareceram no meio do caminho. Com tudo isso, segundo Fontoura, o projeto com virtualização ficou cerca de 30% mais barato do que aquele orçado sem essa ferramenta. “Teríamos de comprar pelo menos 13 máquinas físicas, e a taxa de ociosidade seria bem alta”.

Além da flexibilidade para agir diante de uma mudança de escopo, a área de infra-estrutura de TI ainda se comprometeu a recuperar qualquer servidor em, no máximo, quinze minutos. A equipe, segundo Fonteoura, já teve oportunidade de comprovar essa capacidade. “Tivemos uma queda de energia e enfrentamos problema com alguns no-breakes. Em 12 minutos, estava com todos no ar, não gostaríamos de ter tido queda de energia, mas foi importante para validar e colher os frutos da virtualização”.

O TCO (total cost of ownership) e os custos de demanda e de suporte à infra-estrutura diminuíram já que foi reduzida por mais da metade o número de máquinas físicas. Além disso, o aproveitamento de CPU e memória é, de acordo com o executivo, muito melhor hoje. O número de transações por minuto passou de 400 mil para 800 mil com os novos equipamentos e a virtualização.

Desde 2004 com ações negociadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo, a virtualização dos servidores da Grendene é, para Fontoura, mais uma forma de mostrar aos investidores que a empresa está comprometida com as melhores práticas e que está sempre avaliando as tecnologias que podem influenciar positivamente a área de negócios.

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