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Grandes empresas no Brasil ainda não adotam TCO para compra de software

Segundo estudo da Thomson Reuters, são raras as empresas que utilizam metodologias de Custo Total de Propriedade para avaliar a aquisição de sistemas

Da Redação

08/08/2019 às 14h30

Foto: Shutterstock

A metodologia que calcula o Custo Total de Propriedade (TCO) para softwares ainda é pouco utilizada pelas empresas de grande porte no Brasil na hora de contratar sistemas para gestão Fiscal e Tributária, concluiu um estudo conduzido pela multinacional de soluções em tecnologia Thomson Reuters. O mapeamento qualitativo contou com 12 grandes empresas brasileiras dos segmentos de Serviços, Varejo, Farmacêutico, Automotivo, Tecnologia, Gráfico, Hospitalar e de Produtos de Limpeza. Todos os entrevistados consultados, segundo o levantamento, têm poder de decisão no processo de aquisição de softwares de gestão, das áreas de TI e Fiscal/Tributário, e atuam em empresas de grande porte (com faturamento anual superior a R$ 300 milhões em 2018).

A metodologia TCO considera, além dos custos direto de aquisição, todos os custos indiretos, como os processos de operação, implantação, instalação, atualização, manutenção e, em alguns casos, até a depreciação dos equipamentos (hardware, por exemplo).

De acordo com o estudo, apenas dois dos entrevistados – que estão entre os de maior faturamento que participaram do levantamento – afirmaram utilizar as metodologias de Custo Total de Propriedade para avaliar a aquisição de sistemas de gestão fiscal e tributária. Ambas afirmam que as soluções em nuvem são melhores do que os softwares on-premise (instalados no servidor interno da companhia), usados por elas anteriormente. Segundo eles, entre os principais benefícios do modelo na nuvem destacam-se a redução de custos com infraestrutura, a facilidade de acesso e as atualizações mais rápidas.

“Alguns dos critérios mais importantes para a escolha final são os benefícios (tangíveis e intangíveis) que o sistema pode trazer para a organização, assim como o cumprimento de todos os requisitos necessários para a gestão fiscal e tributária. No entanto, o cálculo do TCO é fundamental para auxiliar neste processo, mostrando entre as opções finalistas, qual trará maior produtividade para a companhia”, afirma Marcos Bregantim, Diretor de Produtos para Corporações da Thomson Reuters no Brasil.

O levantamento também mostrou que o principal desafio do segmento – e que motiva o investimento em soluções de tecnologia – é lidar com a modernização do Fisco, que cada vez mais tem usado de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial e o Big Data para cumprir com suas obrigações. E também as atualizações regulatórias na esfera municipal, as substituições fiscais nos diferentes estados da federação, alterações nas entregas de Imposto de Renda e a Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor em agosto de 2020, como fatores que motivam novos investimentos em softwares para a gestão fiscal e tributária.

Entre os principais desafios vivenciados pelos entrevistados no dia a dia, destaca-se o oneroso processo de atualização do sistema. Leva-se entre dois e três dias de trabalho para atualizar a solução, envolvendo as equipes de TI e Fiscal/Tributário - em alguns casos, até mesmo uma consultoria é contratada para desenvolver esse trabalho. Por conta disso, muitas empresas preferem não aplicar todas as atualizações disponíveis, aguardando a chegada de mudanças maiores.

“Foi pensando nessas necessidades do mercado que recentemente lançamos ONESOURCE Tax One, nossa primeira solução para gestão fiscal disponível na nuvem. Por estar na nuvem, a solução reduz custos com estrutura interna de TI e manutenção geral, conta com padrões de segurança global nos servidores, permite atualizações de sistema mais rápidas, e está baseada em um modelo de assinatura periódica, em vez da aquisição do sistema. Tudo isso resulta em uma redução no TCO e traz benefícios imediatos não só de custos, mas também de produtividade e precisão para as corporações”, explica Bregantim.

 

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