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Gig Economy não é sinônimo de Economia Compartilhada

Você saberia apontar as diferenças entre esses dois modelos?

José Alves Braga Neto *

19/09/2018 às 14h23

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O conceito de Economia Compartilhada já é uma realidade no Brasil, mas sua crescente popularização fez com que o termo fosse utilizado nas mais diversas situações – algumas com pouca ou nenhuma semelhança à proposta original. É comum encontrar casos que se encaixam ao que ficou conhecido como Gig Economy, mas poucas pessoas já ouviram falar essa expressão. Ainda que ambas sejam semelhantes, há diferenças sutis que exemplificam cada um desses novos modelos de trabalhar e se relacionar. Confira:

1. Especialização do profissional
Colocar sua casa no Airbnb para alugar em determinados períodos não lhe transforma em corretor imobiliário, assim como dirigir Uber não o faz ser taxista. Mas um profissional de serviços que usa uma plataforma específica para realizar tarefas pontuais em sua área continuará exercendo sua carreira normalmente. A principal diferença, portanto, é justamente a especialização da pessoa. Na Economia Compartilhada, como o próprio nome diz, ela vai compartilhar algum bem ou serviço para aumentar sua renda. Na Gig Economy, ela vai colocar seu conhecimento e sua especialização em projetos específicos.

2. Capacidade de se tornar renda primária
Você pode dedicar todo o seu dia a serviços provenientes da Economia Compartilhada e, mesmo assim, dificilmente terá uma renda suficiente para garantir uma vida tranquila. Isso porque o principal objetivo deste conceito não é ganhar dinheiro, mas facilitar o acesso de outras pessoas a um bem ou serviço que você possa executar. Já na Gig Economy é justamente o contrário: você oferece sua principal ocupação para atender demandas em diferentes empresas. Ou seja, é uma versão moderna e repaginada dos freelancers.

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3. Relação legal mais clara
A popularização das plataformas de Economia Compartilhada nos últimos anos transformou não apenas o setor econômico, mas criou um impasse também nos aspectos legais e jurídicos. Não são poucos os casos de pessoas que ficam desamparadas quando algum problema acontece e a empresa simplesmente ignora. As organizações que trabalham sob o preceito da Gig Economy deixam claro que os profissionais são prestadores de serviços independentes e oferecem suporte em caso de necessidade.

4. Maior organização de horários
Quem já trabalhou como freelancer sabe que a vantagem é você poder se organizar de acordo com suas demandas e horários. Essa situação você também leva para a prática de Gig Economy, uma vez que você não estará ligado a nenhuma empresa específica e pode aceitar as tarefas nos horários e condições que desejar. Na maioria dos casos da Economia Compartilhada, o usuário precisa coincidir os serviços com sua principal ocupação e acaba sacrificando seu tempo livre para trabalhar mais.


(*) José Alves Braga Neto é CEO fundador da startup nerd2.me 

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