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Transformação digital irá moldar 2016
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Transformação digital irá moldar 2016

Estudo da IDC aponta as tecnologias nas quais os líderes de TI vão se concentrar no ano que vem

Da Redação, com IDG News Service

05/12/2015 às 12h24

Foto:

A IDC começou a liberar os resultados do estudo "Futurescape IDC:
worldside CIO Agenda 2016 Predictions", que descreve as previsões que as
empresas consideram as mais significativas para os próximos anos.

Segundo a IDC, os maiores problemas da liderança de TI estão relacionados
com as necessidades de negócios e as capacidades e disponibilidades
relacionadas com a transformação digital.

Os dados mostram que dois terços dos CEOs planejam se concentrar em
estratégias de transformação digital em 2016 e que os CIOs serão os grandes
responsáveis por esta mudança.

Em termos de capacidades, apenas 25 por cento dos CIOs dizem se sentir
confiantes na forma como estão gerindo os novos fluxos de receita digital.
Quando se trata de disponibilidade, os CIOs estão focados no legado e em como
mantê-lo com orçamentos limitados, enquanto a transformação digital acontece na
empresa.

Para atingir esses objetivos e manter o sucesso no próximo ano, as empresas
terão de se concentrar na inovação, integração e incorporação de tecnologias
disruptivas, de acordo com a IDC. Isso inclui a implementação de parcerias
multifuncionais e o investimento na promoção de uma cultura de inovação dentro
da TI.

Liderança 3D
Rápidas mudanças podem ser difíceis na área de TI, tradicionalmente pouco
flexível quando comparada a outros departamentos da empresa. Não raro, os CIOs
ainda têm dificuldade de atender à demanda por inovação ágil e rápida. A
transformação digital exige flexibilidade.

Por isso a IDC sugera uma "abordagem tridimensional" para a
liderança de TI. Este conceito de liderança 3D é uma releitura da chamada TI
bimodal, de modo a permitir que os CIOs inovem sem deixar de cuidar do legado.

Novas fontes de receita digitais
A TI não é o único departamento vivenciando mudanças em função da transformação
digital. A medida que as tecnologias de terceira plataforma se tornam mais
disponíveis, passam a ser também um grande desafio para a competitividade das
empresas. A  IDC cita o exemplo da indústria automobilística. Os carros
conectados criaram plataformas para novos serviços de dados, carros
personalizados e até mesmo veículos autônomos que podem revolucionar o setor de
transporte. Ao se adaptar a essa nova realidade, a indústria automobilística
terá que olhar para as tecnologias que compõem a terceira plataforma para
atender às necessidades do cliente. 

A IDC sugere que as empresas se concentrem na aquisição de novos talentos e
habilidades e recomenda que os CIOs encontrem formas de compreender e adotar
tecnologias emergentes. O estudo também menciona que em relação à construção de
plataformas e serviços, as empresas precisam evitar redundâncias e focar na construção
de "serviços plug-and-play que habilitem novos produtos e serviços
digitais".

CIO2503

E-book por:

Em última análise, a IDC prevê que até o ano 2018, 35 por cento dos recursos
de TI irão diretamente para a criação e a implementação desses novos fluxos
digitais dentro da empresa.

Governança de Dados
Informação tornou-se um recurso valioso para as empresas, e a IDC prevê que até
2017, 80 por cento dos CIOs terão um plano em prática centrado em torno do uso
de dados para conduzir o negócio.  A maximização da eficácia e a
rentabilidade dos dados irão tornar-se um fator determinante para as empresas
nos próximos anos.

O estudo constatou que, atualmente, mais de 70 por cento das organizações
têm processos de avaliação de dados em vigor, na sua maior parte, baseados na
coleta e na análise manuais de dados. Elas desejam mudar os processos manuais
por processos mais automatizados, a medida que o uso de dados começa a
sobrecarregar a empresa.

Embora o estudo tenha constatado que 95 por cento dos CIOs acreditem que os
dados já estejam impactando a forma como suas organizações realizam negócios,
68 por cento também disseram ter muita dificuldade para encontrar atores
capazes de realizar o gerenciamento de dados de forma progressiva. O que tem
levado a um gerenciamento inadequado de dados e, consequentemente, a erros
resultantes do uso de dados incorretos. Em última análise, esses erros
contaminam regulamentações, a experiência do cliente e a tomada de decisões
estratégicas.

A solução para as lacunas em gerenciamento de dados inclui o estabelecimento
de uma governança de  informação e a contratação de executivos
responsáveis por seu progresso. As empresas também precisam encontrar uma
maneira de casar a inteligência de negócio tradicional com a tendência
emergente de análise e de dados.

Colaboração
Embora a transformação digital seja crucial para o crescimento e o sucesso das
empresas, a IDC prevê que até 2018, "70 por cento das iniciativas de
transformação digital acontecerão em silos e irão falhar em função à
colaboração insuficiente, integração, terceirização ou gerenciamento de
projetos."

O estudo relata também que, nos próximos anos, as empresas ainda não terão
modelos estruturados sobre a forma de promoção da inovação em torno de
transformação digital, o que pode criar uma concorrência interna pela condução
da inovação entre as áreas operacionais, os líderes de negócios e de TI.

Enquanto algumas iniciativas terão sucesso, problemas irão surgir quando
várias unidades de negócios decidirem promover a inovação através da
contratação de projetos terceirizados.

Como o estudo aponta, é impossível levar a uma transformação de TI bem
sucedida sem o apoio da alta gestão. Para ter o sucesso nos processos de
inovação e transformação digital, os líderes precisam incentivar a colaboração
interfuncional em torno iniciativa digital. Os departamentos de TI também
precisam usar a "maturidade em gerenciamento ágil de projetos,
gerenciamento de serviços integrados e de segurança para apoiar os processos de
transformação", segundo a IDC.

Experimentação, velocidade e qualidade
"Até o final de 2018, 90 por cento dos projetos de TI serão alicerçados
nos princípios de experimentação, velocidade e qualidade", afirma a IDC.

O estudo aponta para a metodologia ágil, que visa oferecer um processo de
desenvolvimento aerodinâmico para cada departamento envolvido. No entanto,
pesquisas sugerem que as empresas não estão usando as metodologias ágeis em sua
plena capacidade, talvez em função do medo geral de mudanças rápidas.

Mas o estudo diz que as empresas que não superarem esse medo não vão
prosperar. É preciso criar processos para garantir que os projetos sejam
concluídos na velocidade certa. Estes processos precisam ser estabelecidos com
base em "feedbacks, mudança e adaptação contínua em direção a objetivos de
negócios, que devem mudar com a digitalização tornando-se onipresente",
diz a IDC.

O foco nos próximos anos deve ser em aumentar o ritmo da mudança, mantendo a
qualidade.

Segurança
Segurança é um tema quente, diante do crescimento das violações de dados e do
aumento da dependência dos negócios das tecnologias digitais. Mas nos últimos
anos, a maioria das empresas tem utilizado uma abordagem Band-Aid para a
segurança, onde as estratégias são centradas em torno de proteger os sistemas e
defendê-los contra ataques. No entanto, a IDC prevê que isso vai mudar em 2016
e que "70 por cento das organizações de TI mudarão seu foco para conter e
controlar a segurança para além do perímetro".

Esta mudança irá depender muito de análise preditiva para ajudar a construir
uma nova estratégia de segurança em TI por meio de uma combinação de
abordagens. Ao avaliar os riscos, os departamentos de TI poderão alocar os
recursos adequados. A IDC refere-se a essa abordagem como holística, pela
necessidade de abranger tudo: negócio, informação, tecnologia de aplicação e
domínios.

Racionalização
A coleta de dados pode ser esmagadora, mas nem toda a informação que uma
empresa coleta é útil ou interessante. Uma grande quantidade de dados permanece
subutilizada devido a uma falta de suporte de TI, de acordo com o estudo. A IDC
prevê que até 2016, "75 por cento dos CIOs terão que revisitar suas
iniciativas de racionalização para simplificar o ambiente de TI e permitir a
inovação." Com a racionalização de TI as empresas serão capazes de
aproveitar os dados de maneiras mais eficazes e cortando custos no processo.

Nos últimos 10 anos, segundo a IDC, a maioria dos esforços das empresas
incidiu sobre racionalização em torno de aplicações e de infraestrutura, e os
dados foram mais ou menos ignorados. Mas com a transformação digital as
empresas precisam tirar o foco dos sistemas back-end e reduzir a complexidade
por meio de estratégias de racionalização de dados.

Arquitetura Estratégica
Embora grande parte do foco nos próximos anos para a ser em mudanças rápidas,
as empresas ainda precisam considerar o impacto destes serviços e produtos
recém-desenvolvidos. Segundo a IDC,  as empresas terão de se concentrar em
"consistência em todos os canais", a fim de competir com sucesso nos
próximos anos. Essencialmente, a mudança é sinônimo de custos, com
infraestrutura e processos. "Se nada for feito, velhos tempos dos custos
fora de controle, complexos, inconsistentes, podem voltar".

Mesmo que isso passe a ser vital para a sobrevivência da maioria das
empresas, a IDC prevê que até 2017 "60 por cento das iniciativas de
transformação digital não serão capazes de escalar por falta de arquitetura
estratégica." Para se preparar, os líderes precisam garantir que empregam
uma abordagem coordenada para apoiar a transformação digital, e garantir
velocidade e agilidade nesta fase. Isso irá requerer uma atitude competitiva em
torno de velocidade, disponibilidade e processo simplificado para adotar novas
tecnologias e serviços na empresa.

Crowdsourcing
O crowdsourcing tornou-se um meio comum de alavancagem de conhecimento e, por
vezes, de financiamento. Mas não atingiu as empresas, segundo a IDC, e isso é
um problema. Nos próximos anos, as empresas terão de se reorientar torno da
colaboração com o uso de plataformas como o GitHub. Com os Millennials
assumindo posições de destaque, essa mudança também vai acontecer naturalmente
nas empresas, incentivando os departamentos de TI a adotar essa nova
mentalidade.

A mudança vai acontecer rapidamente, com a IDC prevendo que até 2018,
"80 por cento das organizações de desenvolvimento envolvidas com a
transformação digital passem a incorporar técnicas de inteligência coletiva e
crowdsourcing em seus projetos como uma prática regular." Ao abraçar a colaboração
a este nível, a TI ajudará a promover um ambiente aberto e uma cultura
empresarial colaborativa. Líderes vão precisar "criar centros de
excelência para fornecer liderança, suporte, ferramentas e medir o
progresso", segundo a IDC.

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