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Sete importantes considerações sobre Governança de Dados
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Sete importantes considerações sobre Governança de Dados

Elas ajudam a colocar em prática uma aplicação self-service de Analytics capaz de atender a diversos interesses

Cynthia Bianco *

14/07/2016 às 7h26

digital_dados.jpg
Foto:

Se
a possibilidade de estar lidando com dados incorretos, mesmo que
hipoteticamente,
estremece sua estrutura, você não está sozinho. É preciso ter claro que,
sem uma governança, qualquer organização que decida ampliar suas
aplicações self-service
vai deparar-se com o mesmo problema. 
 
Na
verdade, a corrupção dos dados é uma consequência da não verificação da
origem
do que se tem em mãos ou, mais do que isso, de não se saber como se
chegou àquela informação. Desconsiderar ou desconhecer os filtros que
foram aplicados ao transformar cada dado em uma informação é um risco
inerente a qualquer ambiente corporativo e que é
resultado, na maioria das vezes, da descentralização das soluções.

Este
modelo pode até funcionar em equipes menores, com menos pessoas
envolvidas,
mas em locais com centenas de usuários e dezenas de linhas de negócios
as consequências de se confiar nesse método podem ser muito negativas e o
cenário certamente será caótico.

Além
disso, é preciso atentar-se ao fato que embora todos dentro de uma
empresa estejam em busca de um mesmo objetivo, ou seja, tornar o negócio
bem sucedido, equipes diferentes
têm prioridades distintas. A TI foca principalmente na gestão de
processos e em assegurar dados confiáveis. Já as áreas de negócio,
geralmente enxergam a segurança e a governança como obstáculos na tomada
de decisão. 

governança_dados

Com prioridades tão conflitantes, é óbvio
que aumentam as dificuldades para se colocar em prática uma aplicação self-service de Analytics capaz de
funcionar para todos. Porém, algumas medidas podem ajudar as equipes a trabalharam juntas de maneira eficiente:

1. Engajar

Como
é mandatório em qualquer projeto, o engajamento é crucial. A
organização como um todo precisa reconhecer
o valor de uma iniciativa corporativa de governança de dados - seja por
meio de padronização de tecnologia, revisões sistemáticas ou designando
administradores de dados. É preciso que o empenho vá além do
patrocinador do projeto. Os líderes de negócios devem
comprometer-se em traçar objetivos e diretrizes e, ainda, estabelecerem
de maneira muito transparente e direta as responsabilidades de cada uma
das equipes.
 
2. Identificar os principais stakeholders
Cada
unidade de negócio precisa disponibilizar um representante
dentro do projeto, que funcione como um porta-voz. Idealmente, os
diálogos entre as equipes devem ter uma rotina pré-estabelecida para
garantir que todos estejam na mesma página. É responsabilidade de cada
um dos envolvidos assegurar que seus times adaptem-se
aos processos estabelecidos, construindo assim um ambiente mais
colaborativo.
 
3.TI e Negócios conversando de maneira direta
Criar
um canal de comunicação e promover a colaboração entre
as equipes de TI e de negócios são os melhores caminhos para garantir
que as demandas sejam totalmente atendidas.  A área de negócios precisa
ser transparente em relação às suas necessidades e tratar a equipe de
tecnologia como uma aliada. Ao mesmo tempo em
que a TI precisa soltar-se um pouco e ser mais flexível, porém sem
forçar-se a extremos. A plataforma analítica selecionada para o projeto
deve ser capaz de oferecer funcionalidades de monitoramento que
preencham esta lacuna, mas a tecnologia por si só não
levará o projeto tão longe quanto se imagina. Para viabilizar isso, os
processos de governança precisam ser abertos e fluídos e a área de TI
precisa estabelecer uma rotina de monitoramento contínua, trabalhando
para que os principais indicadores estejam estruturados
com governança e preparados para mudanças recorrentes.
 
4. Nomear um administrador de dados
É
ingênuo pensar que os dados de maior criticidade estão
armazenados em um único local. Normalmente, encontram-se espalhados por
toda a empresa, em planilhas pessoais e em aplicações na nuvem, e é
preciso que alguém os administre.  É aí que entra o CDO (Chief
Data Officer
)
ou gerente de dados. De acordo com o Gartner, nos próximos três anos,
esta posição estará preenchida em 90% das grandes empresas, o que é uma
boa notícia. O CDO surge da interseção
das áreas de TI e de negócios com a missão de zelar pelas informações e
promover a comunicação entre as equipes.
 
5. Padronizar tecnologias
Padronize,
padronize, padronize. Imagine que você use determinado
editor de apresentações e em sua equipe exista um grande número de
pessoas que não utilizam esse tipo de tecnologia, fazendo com que cada
slide construído, precise ser adaptado para a ferramenta adotada pelo
restante da equipe. O tempo de execução do trabalho
com certeza aumentaria. Agora, se houver uma padronização da tecnologia,
embora isso possa significar abdicar de uma preferência pessoal, tudo
poderia ser concluído duas vezes mais rapidamente. Com o analytics,
assim como em todas as outras implementações tecnológicas, a padronização entre todas as áreas ajuda consideravelmente.
 
6. Dar pequenos passos
A
verdade é que a governança de dados não ocorre de um dia
para outro. Com as necessidades de negócios mudando com frequência, é
preciso estabelecer um processo de identificação de lacunas repetitivo e
cíclico, priorizando as aplicações e dados mais importantes. O ideal é
começar pequeno. Escolha um e comece por ele.
Lembre-se que mesmo que você seja capaz de certificar ou impulsionar
uma  aplicação por mês, serão 12 implementações críticas ao longo do
ano.
 
7. Não deixar que vitórias de curto prazo impactem em
estratégias de longo prazo
Para
alcançar verdadeiramente a governança, você precisa
investir em uma estratégia de longo prazo que inclua uma visão de
crescimento e de mudanças. Correções pontuais trabalham no sentido
contrário. Focar em objetivos em curto prazo e adotar a primeira
ferramenta gratuita de análise com a qual se deparar, dificulta
a colaboração entre as equipes e torna a governança ainda mais árdua.
Então, quando estiver selecionando uma ferramenta, certifique-se de que
ela seja escalável; possa ser acessadas através de diversos dispositivos
e que tenha futuro garantido no que diz respeito
à velocidade e reutilização.
Lembre-se, que dados estão sempre mudando e evoluindo.


(*) Cynthia Bianco é presidente da MicroStrategy no Brasil

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