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Pare de desmotivar a sua equipe
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Pare de desmotivar a sua equipe

Reveja alguns comportamentos que podem estar prejudicando o desempenho da tropa

Esther Derby, CIO/EUA

03/07/2014 às 7h34

Foto:

Não falha. Sempre que eu converso com alguém sobre gestão a pergunta
acontece: "Como posso motivar a minha equipe?"

A maioria das pessoas começa em um novo emprego com a motivação muito alta.
Estão empolgados e querem fazer um bom trabalho. Mas, conforme o tempo passa, a
motivação acaba. E não é porque os gerentes e diretores falharam em motivar
suas equipes. Mas porque os sistemas organizacionais, as políticas corporativas
e, sim, porque ações dos gestores muitas vezes desmotivam a equipe. Como um
gestor pode desmotivar seus funcionários? Vou contar algumas maneiras:

Surpresas na avaliação anual dos
funcionários
.
A maior parte das pessoas vê as avaliações anuais como uma forma de melhorar o
desempenho. Mas as pessoas têm de saber como estão e o que fazer para melhorar
o ano todo. Quando os gestores esperam até a avaliação para dizer que algo deve
melhorar, a equipe sente-se mal.

Microgestão.
A maior parte das pessoas gostaria de ter algum grau de autonomia no trabalho.
A microgestão – dizer em detalhes como cada tarefa tem de ser cumprida – impede
esta autonomia. Dá a impressão de que o gestor vê seu subordinado como incompetente
e incapaz de tomar decisões. A pior forma de microgestão é dizer às pessoas
como fazer algo sem explicar porque tal tarefa é importante.

Críticas públicas. Se você vai criticar algo, faça isso em
particular. Criticar publicamente inclui gritar tão alto que toda a equipe pode
ouvir mesmo quando a porta de sua sala está fechada – e uma atitude como essa é
certamente desmotivante para seus subordinados. E não apenas para o que foi
criticado.

Solicitar um comportamento e
recompensar quem não o segue
. Um dos meus primeiros chefes dizia que nossa prioridade
era um ambiente de produção estável, mas eu logo percebi que os colegas que
recebiam promoções não eram os que seguiam as regras nos testes de software. As
recompensas iam para os desenvolvedores que consertavam bugs no meio da noite –
normalmente problemas que eles mesmos haviam criados. Os certinhos continuaram
a trabalhar longe dos holofotes – ou começaram a criar bugs para atrair a
atenção.

Metas inatingíveis. Muitos gestores acreditam que, sem
prazos, as pessoas relaxam e perdem tempo. Afirmam que é preciso trabalhar em
todo o tempo disponível e que os profissionais têm de ser pressionados para dar
tudo de si. A maioria das pessoas vai fazer de tudo para alcançar uma meta
viável. Mas, se achar que aquilo é impossível, a motivação vai pelo ralo.

Perguntar algo e depois ignorar.  Um gestor pergunta à equipe
quanto tempo é necessário para fazer algo. E, então, diz que aquele prazo é
muito extenso e o corta pela metade. Esta equipe foi desmotivada três vezes:
tem um prazo inatingível, teve seu julgamento profissional ignorado e foi
ridicularizada publicamente. Eles estarão mais motivados a provar que o gestor
está errado do que para cumprir a meta proposta.

Tratamento especial. Chefes não precisam tratar todos os
subordinados da mesma forma, mas devem tratá-los com igualdade.

Frases vazias. Parece que há uma lista interminável de
frases teoricamente motivadoras. “Apenas faça!”, “Falhar não é uma opção!”,
“Pense fora da caixa!”. Em alguns casos, artifícios como esses podem realmente
funcionar, mas não consigo pensar em algum agora. Problemas reais respondidos
com frases vazias soam para os funcionários como a) o gestor não tem ideia de
como agir ou b) o gestor não entende o problema.

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Pessoas são custos
Quando a redução de custos é sinônimo de redução de pessoal, a mensagem que
fica é que pessoas não são investimentos.

Algumas pessoas são mais
valorizadas do que outras
.
Quando há rankings e classificações entre as pessoas, a mensagem é
clara: a companhia valoriza quem está no topo e quem está lá em baixo sabe que
é candidata a sair no próximo corte. E o restante? Continua trabalhando,
desmotivados.

Empregados não são confiáveis. Uma vez trabalhei para uma empresa na
qual duas pessoas, em um departamento de 800, abusaram da política de uso do
táxi. Depois do incidente, a VP decidiu que ela teria de aprovar pessoalmente
qualquer despesa de mais de cinco dólares. Ficou claro que ela pensava que
ninguém na companhia era confiável.

Empregados não são capazes de
tomar boas decisões
.
Dezenas de assinaturas e de formulários e demoras para aprovações não apenas
atrasam o trabalho, mas fazem as pessoas entenderem que não são capazes de
tomarem decisões sozinhas.

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