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Avaliar, construir, implantar e gerenciar: todo CIO agora é um operador de nuvem
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Avaliar, construir, implantar e gerenciar: todo CIO agora é um operador de nuvem

Popularidade da nuvem e serviços always-on significa que as organizações empresariais estão dependendo mais e mais da nuvem híbrida

Por Paul Cormier*

27/04/2021 às 16h01

Foto: Adobe Stock

Há uma década, Marc Andreessen, co-fundador de um dos principais fundos de venture capital dos Estados Unidos, afirmou que “o software estava devorando o mundo”. Isto aconteceu em um momento no qual as startups ligadas às redes sociais estavam se transformando em gigantes e a computação em nuvem ainda era uma tecnologia muito nova. A revolução do software introduziu uma onda de inovação e abordagens que alimentaram a transformação em vários setores.

Alguns anos depois essa declaração mudou. Em 2015, o Deutsche Bank pontuou que o “o software open source estava devorando o mundo”, já que havia “rivais de código aberto em quase todo grande mercado de software de infraestrutura e gestão de dados”. Ver a indústria adotando modelos de desenvolvimento open source tem sido empolgante. Mais alternativas open e mais contribuições a projetos desse segmento são sempre uma coisa boa, já que resultam em mais possibilidade de escolhas e possibilitam criar inovação de maneira mais rápida e de uma melhora forma. E foi a partir daqui que, como diz o ditado, “as coisas aconteceram rápido.”

A transformação digital começou a acontecer, aplicações se tornaram rainhas e todas as empresas se tornaram empresas de software. Varejistas como Walmart e indústrias como John Deere abriram laboratórios de inovação com ênfase no desenvolvimento de aplicações, frequentemente criadas com software open source. Essas novidades disruptivas foram, então, devolvido às comunidades como contribuição e estão impulsionando o open source como a moeda da era digital.

Mudança de jogo

A chegada de 2020 e a pandemia, no entanto, deixaram claro que não podemos apenas construir aplicações: precisamos estar no comando das operações também. A COVID-19 forçou as organizações a acelerarem seus esforços de transformação digital para gerar inovações e atender às demandas dos clientes. De fato, segundo o levantamento State of Enterprise Open Source Report 2021 da Red Hat, a transformação digital se tornou um dos três principais casos de uso para o open source empresarial, junto com a modernização da TI e desenvolvimento de aplicações.

A proeminência da computação em nuvem e serviços always-on significa que as organizações empresariais estão dependendo mais e mais da nuvem híbrida como seu modelo operacional. Combinar serviços de múltiplas nuvens públicas em uma infraestrutura de data center existente com cargas de trabalho on-premises enquanto se estendem até a edge é construir uma nuvem híbrida. Isto não é uma tarefa trivial e exige nova habilidades, novas ferramentas e novas estratégias. Em resumo, não é suficiente ver toda empresa como uma empresa de software. Agora, todo CIO é um operador de nuvem.

Estou dizendo que toda organização empresarial é a próxima empresa a atuar em hiperescala? De forma alguma. Mas pense na combinação de hardware, aplicações, ambientes virtuais, serviços de nuvem existentes e infraestruturas associadas supervisionadas pelo CIO médio. Pode não ser na mesma escala que pensamos como “nuvem”, mas não significa que não seja uma. Nossos data centers estão a caminho de ser compostos por, potencialmente, centenas de nuvens únicas e toda organização vai precisar ter plataformas, ferramentas, processos e pessoas para operar efetivamente entre cenários diversos.

Todo CIO e sua respectiva organização devem entender que controlam seu próprio destino na nuvem. Nós sabemos como construir para a nuvem, mas agora precisamos saber como operar a nuvem em escala.

É sobre serviços de nuvem e aplicações

Desde que comecei minha carreira na TI, “escolha” tem sido um componente crucial para a tomada de decisões. Um CIO não planeja no vácuo ou apenas para hoje. A liderança de TI tem que prever como uma decisão que parece simples agora pode levar à uma complexidade gigantesca, incapacidade de competir ou de cumprir com as regulações do setor, que estão em constante evolução. Isto significa que a escolha e a flexibilidade já eram considerações essenciais nos últimos anos, mas elas se tornaram ainda mais importantes, com CIOs se tornando operadores de nuvem.

Adotar serviços de nuvem pode parecer fácil, mas como toda estratégia, é uma aposta no futuro que poucos CIOs estão fazendo, com o objetivo de obter a flexibilidade definitiva para um mundo em transformação. Manter um grande data center que não está apenas espalhado ao redor de vários locais, mas também ao redor de várias nuvens exige uma força de trabalho de TI altamente qualificada e pode gerar custos significativos. Adotar uma abordagem híbrida oferece equilíbrio, tanto tecnológica como economicamente, mas sem uma base de nuvem híbrida consistente, é muito complexo combinar infraestruturas on-premises e serviços de nuvem.

Não há uma única reposta certa para todo CIO atuar como operador de nuvem, assim como não havia uma única resposta certa quando “tudo” com o que tínhamos que nos preocupar era criar software. É por isso que escolha e flexibilidade devem sustentar todas as decisões que tomamos. CIOs precisam ser capazes de desenvolver, operar e proteger centenas, milhares ou centenas de milhares de cargas de trabalho em vários ambientes, uma tarefa incrivelmente complexa que não deve impactar a produção ou exigir fluxos de trabalho isolados.

Isto faz com que seja imperativo que a próxima onda de soluções de TI flua sem esforço entre a nuvem híbrida, do serviço de nuvem para aplicações no datacenter, ida e volta. Seja um serviço gerenciado ou uma implantação on-premises, estas cargas de trabalho deveriam ser apenas isso — cargas de trabalho — que CIOs, como operadores de nuvem, podem operar onde quer que seja, sempre e como precisarem.

Indo além do data center… E além da nuvem

Para os CIOs que mantêm data centers tradicionais (basicamente todos), a noção do data center também está se expandindo horizontalmente. Embora não seja mais incomum escalar cargas de trabalho e ambientes para a nuvem pública, as demandas de aplicações modernas e usuários finais não são totalmente solucionadas por processamento e análises centralizados. O surgimento da edge computing vem lado a lado com o 5G nas telecomunicações, inteligência artificial (AI), realidade aumentada e mais, gerando recursos computacionais para as edges mais distantes das redes empresariais. Eu já falei antes sobre os grandes fatores definidores que eu vejo na computação em edge: simplesmente não existe sem a nuvem híbrida e sua base deve ser aberta ou vai fracassar.

Ambientes de nuvem, data centers e dispositivos em edge são estruturas incrivelmente diferentes, cada uma com necessidades únicas em relação a gerenciamento, segurança de redes, entre outros fatores. Operadores de nuvem precisam de uma base comum para abranger estes ambientes diversos, assim como fizeram para conectar diferentes implantações de nuvem, ambientes virtualizados e pilhas de hardware. O Linux e os containers Linux eram e sempre serão esta base comum.

Para operadores de nuvem, o Linux fornece um link entre cada estrutura da nuvem híbrida aberta, incluindo a edge. Ser capaz de mover cargas de trabalho da edge para o data center e para a nuvem pública, sem ter que mudar cada aplicação completamente é vital e possível por meio dos padrões abertos do kernel Linux. O Linux sustenta a nuvem híbrida e é a base da edge mais distante da TI empresarial.

Evoluir é mais do que apenas trocar ferramentas de software

Ser um operador de nuvem, no entanto, significa mais do que adaptar e integrar novas tecnologias core. Significa entender o que é necessário ir além delas para expandir suas operações de nuvem em escala, assim como conquistar habilidades internamente para construir, gerenciar, manter, proteger completamente estes ambientes expandidos.

Implantar as plataformas subjacentes com sucesso para uma estratégia de nuvem híbrida aberta é uma coisa, mas traz desafios: segurança, compliance, redes e gestão. A nuvem não é uma implantação estática; ela vai mudar e precisa mudar para se adaptar à dinâmica que as empresas e o mercado exigem. Entender o que a sua implementação específica exige agora (e vai exigir no futuro) é a chave do sucesso para o CIOs como operadores de nuvem.

Conjuntos de habilidades de TI tradicionais sempre vão ser demandados, mas nutrir equipes para aprender e dominar novas plataformas de tecnologia, constrói um catálogo interno de ferramentas e melhores práticas que são vitais para o sucesso no futuro. Um operador de nuvem que está focado em um sucesso sustentável não pode terceirizar tudo – você precisa aprender a fazer algumas coisas sozinho.

O novo data center é a nuvem híbrida, composta por servidores bare-metal, ambientes virtualizados e dispositivos edge e potencialmente centenas (ou mais) de serviços de nuvem. Os CIOs são os operadores recém-empossados destas complexas e vastas estruturas e precisam das plataformas, ferramentas, processos e pessoas para operar entre estas nuvens. O open source está aqui para ajudar os CIOs a se adaptar ao novo mundo de operações de nuvem, porque o futuro é híbrido e nós também precisamos ser.

*Paul Cormier é CEO da Red Hat, líder global no fornecimento de soluções open source

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