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Gastos globais com segurança de IoT atingirão US$ 1,5 bi em 2018, diz Gartner

Previsão da consultoria é a de que, até 2021, a demanda por regulamentação irá se tornar o principal drive para a implementação de recursos de segurança

Da Redação

28/03/2018 às 16h16

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Os ataques com base em Internet das Coisas (IoT) já são uma realidade, considerando que aproximadamente 20% das organizações já identificaram pelo menos um deles nos últimos três anos. Para se proteger dessas ameaças, o Gartner prevê que o gasto mundial com segurança de IoT chegará a US$ 1,5 bilhão em 2018, um aumento de 28% em relação ao volume de US$ 1,2 bilhão em 2017.

A consultoria projeta crescimento no uso de ferramentas e serviços destinados a melhorar a gestão de ativos, a avaliação de segurança de sistemas e os testes de invasão. Além disso, prevê que as organizações compreender melhor as implicações de expor suas redes. Estes fatores serão os principais impulsionadores do crescimento de despesas com gastos em segurança de IoT, cujas expectativas são de US$ 3,1 milhões em 2021.

Apesar do crescimento estável no gasto mundial, considerando a variação ano a ano, o Gartner prevê que, até 2020, o maior inibidor de crescimento para segurança de IoT virá de uma falta de priorização, da implementação de melhores práticas de segurança e de ferramentas no planejamento de iniciativa de IoT. Isso dificultará o gasto potencial em segurança de IoT em 80%.

"Embora a segurança de IoT seja constantemente referida como uma preocupação fundamental, a maioria das implementações acaba sendo planejada, implantada e operada apenas nos departamentos de TI", afirma diz Ruggero Contu, Diretor de Pesquisas do Gartner, "Entretanto, a coordenação por meio de arquitetura comum ou de estratégia coerente de segurança é praticamente ausente, pois a seleção de soluções é feita, na maioria dos casos, de forma pontual e por setor, com base em alianças com os fornecedores de dispositivos e parceiros".

A ausência de "segurança por projeto" surge de uma falta de regulamentações específicas e rigorosas. As normas técnicas para componentes de segurança específicos de IoT no setor ainda estão apenas começando a ser abordados em todos os organismos normativos, organizações consorciadas e coligações de fornecedores de segurança de TI estabelecidos. 

No futuro, o Gartner espera que esta tendência mude, especialmente nos setores fortemente regulamentados tais como os de assistência médica e automotivo.

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Até 2021, a consultoria prevê que a demanda por regulamentação irá se tornar o principal drive para a implementação de recursos de segurança. Muitos setores obrigados por lei a cumprir com as regulamentações e diretrizes destinadas a aperfeiçoar a proteção essencial de infraestrutura estão sendo obrigadas a aumentar seu foco em segurança como resultado do aumento de uso de IoT.

"É crescente o interesse em aperfeiçoar a automação nos processos operacionais por meio da implantação de dispositivos inteligentes conectados, tais como sensores, robôs e conectividade remota, geralmente por meio de serviços baseados em Cloud", diz Contu. 

"Essa inovação, geralmente descrita como Industrial Internet of Things ou Industria 4.0, está realmente impactando a segurança nos setores da indústria que oferecem tecnologias operacionais, tais como energia, petróleo ou gás, transporte e fabricação", completa o executivo.

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