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Futuro do datawarehouse é tecnologia de automação inteligente, diz Teradata

CTO da companhia, Stephen Brobst, defende que primeiro momento das ferramentas do gênero já passou, o segundo está em andamento, e que o próximo começa a engatinhar

Luiza Dalmazo, COMPUTERWORLD

01/04/2008 às 17h10

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Há 15 anos as empresas começaram a trabalhar com o conceito de datawarehouse, mas principalmente analisando dados do passado, para evitar que isso se repetisse ou mudar as estratégias para pensar no futuro. Mas isso, de acordo com o diretor de tecnologia (CTO) da Teradata, Stephen Brobst, é conceito do passado.

“Hoje essa tecnologia é mais operacional e propõe que as empresas avaliem os dados quase que simultaneamente, para que possam não esperar prejuízos para depois tomar medidas, mas sim percebê-los a tempo de evitá-los”, explica.

A próxima etapa, no entanto, já nasceu e é usada por pouquíssimas empresas. De acordo com Brobst, ela deverá ter tecnologias de automação que aprendem sozinhas. “Os sistemas vão observar de modo automático e autônomo as regras e hábitos para tomar decisões sozinho”, diz.

Hoje, isso está ainda longe, pois as empresas ainda não abrem mão de uma pessoa para fazer o julgamento dos dados levantados pelo sistema. “Levará anos até que isso mude”, aposta.

Entretanto, para que agora façam melhor uso da ferramenta da maneira como ela se apresenta, o executivo sugere que as empresas – no momento de tomar a decisão de compra – avaliem principalmente outras empresas usuárias e, na seqüência, a informação de analistas de mercado de empresas independentes. “Fazendo isso elas vão não só ter referências como entender de forma geral o proveito que podem tirar das ferramentas de datawarehouse”, indica.

Atualmente, muitas organizações usam sistemas transacionais do tipo OLTP (de processamento de informações em tempo real) para as tarefas de reporte, análise, previsão, operacionalização e ativação de dados. “Mas como essas ferramentas não tem essa finalidade – são voltadas mais para billing, ERP e outros –, os usuários se enchem logo nas primeiras etapas e desistem dos projetos”, afirma Brobst.

Outra falha comum, diz o CTO, é não usar a ferramenta apropriada para cada necessidade. “É como se eles pegassem um martelo e escolhessem entre martelar a unha ou o prego. O prego é melhor, mas o martelo não é a solução ideal”, compara. Por isso, reforça que é fundamental que, antes de tomar decisões, os CIOs procurem referências de outros usuários no mercado.

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