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Forrester: IBM e Microsoft dominarão mercado de colaboração

Novo estudo aponta que as duas empresas devem dominar o setor de fornecimento de aplicativos para áreas de trabalho

IDG News Service (EUA)

04/04/2008 às 16h55

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A IBM e a Microsoft estão em posição para dominar o mercado de tecnologias de colaboração, mais especificamente no que diz respeito ao fornecimento de aplicativos para áreas de trabalho. Esta é a conclusão de um novo estudo divulgado pelo Forrester Research, que não despreza a participação de pequenos fornecedores no espaço web 2.0, ou do Google.

A visão do instituto para o escritório do futuro é o que ele chama de “information workspace”, uma plataforma do século 21 que gerencia conteúdo, mensagens, colaboração da equipe, colaboração em tempo real e comunicação entre funcionários, tudo isso utilizando uma plataforma comum. Este conceito pode ser o ponto de partida para muitos negócios existentes hoje, já que os usuários atualmente têm aplicativos distintos para estas funções, que não conversam entre si e não estão integrados a dados corporativos.

No entanto, o estudo aponta que o número de companhias prontas para abraçar este espaço de trabalho, hoje, é relativamente pequena. Quando questionados sobre projetos como estratégias convergentes para o próximo ano, apenas 24% de cerca de mil executivos de TI disseram tratar-se de uma prioridade e 8% disseram ser uma prioridade crítica. Perto de 34% dos participantes disseram que o tema não é prioridade e outros 32% afirmaram que o assunto não está sem suas agendas.

O estudo afirma que a Microsoft e a IBM estarão no centro do espaço de trabalho. Com a tecnologia SharePoint, da Microsoft, chegando a 85 milhões de licenças, e a plataforma de colaboração Sametime, da IBM, com 18 milhões, os CIOs devem criar seus espaços de trabalho elevando os investimentos já existentes nestas plataformas.

Como o estudo avalia, as duas companhias têm ofertas em colaboração, conteúdo, portais, produtividade de escritório e Business Intelligence – todas tecnologias citadas pelo Forrester como críticas para a construção do novo ambiente. O fato de a IBM ou a Microsoft proverem a plataforma não significa que pequenos fornecedores não participarão deste mercado: eles poderão desenvolver softwares que se integrem a estas plataformas.

“As empresas querem trabalhar com poucos fornecedores, mas isso não significa que as duas gigantes poderão fazer tudo sozinhas”, afirma Erica Driver, autora do estudo. Por enquanto, alguns fornecedores web 2.0 devem prover wikis e blogs corporativos com funcionalidade melhor que as existentes no SharePoint. Se estes aplicativos forem desenvolvidos para se integrar à plataforma, os usuários corporativos terão menos resistência em comprá-lo.

 “Esta é exatamente a abordagem que os produtos pontuais devem ter. Eles precisam manter suas funcionalidades à frente do que a Microsoft ou a IBM estão fornecendo. Isso pode ser feito se eles lançarem seus produtos mais rapidamente”, diz Driver.

No entanto, a analista afirma que empresas como o Google podem não concordar com o fato destes negócios estarem sempre entre a IBM e a Microsoft. Com o Google Apps, a companhia pode se tornar uma opção no espaço de colaboração nos próximos anos, desde que ela comece a integrar-se aos sistemas já existentes. “Eles têm suas próprias ferramentas de produtividade em escritórios hoje, e estão tentando mudar o jogo”, resume.

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