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Fadiga mental? Excesso de videoconferências na pandemia sobrecarrega o cérebro, diz estudo
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Fadiga mental? Excesso de videoconferências na pandemia sobrecarrega o cérebro, diz estudo

Ciência confirma o que as ondas cerebrais revelam: fadiga da reunião remota é real, diz estudo da Microsoft

Da Redação

15/07/2020 às 11h00

Foto: Adobe Stock

No segundo relatório Índice das Tendências de Trabalho, a Microsoft analisa a experiência dos trabalhadores remotos, que há quatro meses vivem em uma rotina de trabalho muito distinta, pelo menos para a maioria, das que estavam habituados até o início deste ano. Segundo a pesquisa da gigante de tecnologia, o trabalho remoto promoveu empatia entre a equipe e provavelmente se tornará parte de um modelo de trabalho híbrido no futuro, entretanto, uma estrutura ergonômica e a fadiga causada pelo espaço dividido e as longas horas de videoconferências, continuam sendo um desafio para os colaboradores que trabalham em casa.

A pesquisa realizada pela Microsoft parte da seguinte pergunta: as reuniões remotas de trabalho e vídeo realmente sobrecarregam nosso cérebro mais do que o trabalho pessoal? E a resposta é clara: sim.

A ciência confirma o que as ondas cerebrais revelam: a fadiga da reunião remota é real.

Fadiga no trabalho remoto

Pesquisadores do Laboratório de Fatores Humanos da Microsoft, se propuseram a entender porque o trabalho remoto parece mais desafiador ou cansativo do que pessoalmente. A conclusão, a partir de um estudo com 26 pessoas, mostrou que a colaboração remota é mais difícil, mas a transição de volta para o pessoal é tão difícil quanto.

Os pesquisadores pediram para 13 duplas complementarem tarefas semelhantes juntas – uma vez pessoalmente e outra remotamente, enquanto suas ondas cerebrais eram monitoradas. O estudo descobriu que colaboração remota é mais desafiante mentalmente do que a feita pessoalmente. Especificamente, os padrões de ondas cerebrais associados ao estresse e excesso de trabalho eram muito maiores quando a colaboração era remota do que quando era presencial. Entretanto, se a dupla trabalhasse junto primeiro remotamente, suas ondas cerebrais sugeriam que era mais difícil para eles trabalharem juntos pessoalmente depois.

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“Um mundo que está caminhando para um trabalho mais remoto, as pessoas consideram o trabalho remoto mais desafiante mentalmente. Mas também, à medida que as pessoas retornam ao trabalho pessoal mais frequente à medida que a pandemia diminui, pode parecer mais difícil do que antes da Covid-19”, analisa Jared Spataro, Vice-presidente Corporativo da Microsoft 365, que assina o relatório da pesquisa.

Videoconferências levam à fadiga

Um segundo estudo constatou que os indicadores de ondas cerebrais associados ao excesso de trabalho e estresse são significativamente mais altos em videoconferências do que em trabalhos que não são realizados em reuniões, como escrever e-mails. Além disso, devido aos altos níveis de concentração sustentada, a fadiga começa a se estabelecer em 30-40 minutos em uma reunião. Ainda segundo o relatório, em uma agenda cheia de reuniões, o estresse começa a se estabelecer em cerca de duas horas no dia.

A pesquisa sugere vários fatores que levam os colaboradores a esse sentimento de fadiga: ter que se concentrar continuamente na tela para extrair as informações relevantes e permanecer engajado; mensagens não verbais reduzidas que ajudam a ler a sala ou a saber de quem é a vez de falar; e compartilhamento de tela com pouca visão das pessoas com as quais você está interagindo.

A equipe de pesquisadores da Microsoft recomenda fazer intervalos regulares a cada duas horas para permitir que o seu cérebro recarregue, limitar conferências a 30 minutos, ou conciliar longas reuniões com pequenos intervalos quando possível, diz Spataro. Para ajudar nesse exercício, juntamente com o relatório, a Microsoft lançou uma série de atualizações para o Teams no intuito de criar uma conexão mais humana no ambiente de trabalho remoto e reduzir as fadigas das videoconferências, entre elas: Modo Juntos e a Visualização Dinâmica.

Flexibilidade na jornada de trabalho

De acordo com análise do uso de Teams, as pessoas estão trabalhando mais frequentemente nos períodos da manhã e da noite, mas também nos fins de semana. Os chats do Teams das 8h às 9h e das 18h às 20h cresceram mais do que qualquer outra hora do dia – entre 15% e 23%. O trabalho no fim de semana também está aumentando – os chats do Teams aos sábados e domingos aumentaram mais de 200%.

Neste sentido, além do dos recursos como status de foco, que informa à equipe que você precisa reservar um tempo no seu calendário para o trabalho focado, nas próximas semanas, a empresa lançará a extensão de mensagens Reflect no Teams, que oferece aos gestores uma maneira de fazer check-in com suas equipes sobre tópicos como equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

“Vemos essa mistura de trabalho e vida como uma tendência duradoura no local de trabalho, com potencial para a tecnologia ajudar a aliviar alguns dos desafios que vêm com ela. Você verá que continuamos inovando nas áreas de análise organizacional e bem-estar dos funcionários em um futuro próximo”, diz Spataro.

Escritórios físicos não desaparecerão

Muitos trabalhadores em todo o mundo passaram os últimos quatro meses trabalhando remotamente pelo menos em período parcial. Muitas empresas já anunciaram que mesmo após a pandemia manterão parte da força de trabalho remota, por isso, uma das perguntas que a pesquisa tentou responder foi: os escritórios físicos desaparecerão no futuro do trabalho? O relatório indica que não. O trabalho provavelmente será uma mistura fluida de colaboração pessoal e remota.

Por exemplo, 82% dos gestores pesquisados espera ter políticas de trabalho em casa mais flexíveis pós-pandemia. Enquanto isso, 71% dos funcionários e gestores relataram o desejo de continuar trabalhando em casa pelo menos em período parcial.

Ainda assim, a pesquisa revelou vários pontos negativos associados ao trabalho em casa. Quase 60% das pessoas pesquisadas se sente menos conectados aos colegas desde que trabalham remotamente com mais frequência. Na China, esse número subiu para 70%. Além disso, apenas 35% dos entrevistados em um estudo têm um escritório dedicado em casa. E apenas 5% das pessoas das pessoas pesquisadas pela Harris Poll vivem sozinhas.

“[...] Embora o futuro do trabalho seja mais remoto do que nunca, o espaço físico do escritório - que traz benefícios como conexão, espaços de trabalho ergonômicos e oportunidades para conexão social e vínculo de equipe - provavelmente continuará sendo uma parte essencial do futuro do trabalho”, avalia Spataro.

“Do lado positivo, a circunstância única de trabalhar e aprender em casa como uma família criou mais empatia entre colegas de equipe e mudou a percepção de gestores e funcionários que o trabalho pode ser feito remotamente. Também tornou o trabalho mais inclusivo para colaboradores remotos. Do lado desafiador, um trabalho mais remoto pode levar a horas de trabalho prolongadas, fadiga de reuniões e conexões pessoais perdidas, como conversas espontâneas nos corredores, que podem unir uma equipe e facilitar a colaboração. E a falta de espaços de trabalho em casa conectados e confortáveis continua sendo um desafio à produtividade para a maioria de nós”, finaliza o executivo.

Para chegar a essa e outras conclusões a Microsoft reuniu insights de três fontes: tendências dos clientes que usam as ferramentas de colaboração; pesquisa Harris Poll encomendada pela Microsoft entre 26 e 30 de maio de 2020, com cerca de 2.285 adultos que estão trabalhando remotamente nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Itália, México e China; e conclusões de mais de 30 projetos de pesquisa por meio da Microsoft via enquetes, entrevistas, estudos diários, grupos focais, e estudos do cérebro humano.

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