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Estudo: má entrega das exigências compromete projetos de TI

Inadequação e entrega imprópria das requisições de negócio estabelecidas são responsáveis pelas falhas nos projetos, segundo IAG Consulting

IDG News Service

12/02/2008 às 11h43

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Um novo estudo da IAG Consulting revela que entre dois terços das companhias, é “improvável” que um projeto de TI seja considerado um completo sucesso, devido à inadequada ou imprópria entrega das requisições de negócios.

Cinqüenta por cento dos projetos dessas companhias, segundo os entrevistados, podem ser chamados de “desertores”, marcados por pelo menos dois desses três favores: eles levam 180% mais do tempo estimado para ser completado; superam em 160% o orçamento estabelecido e entregam menos do que 70% das capacidades desejadas.

Os outros 32% das companhias pesquisadas desfrutaram de uma chance “provável” de sucesso para os projetos de TI, de acordo com o estudo, que entrevistou mais de 10 empresas de médio porte listadas pela Fortune 1000 na América do Norte.

“Os números aqui foram de longe maiores do que esperávamos”, diz Keith Ellis, vice-presidente da IAG, que está baseada nos EUA e Canadá. A empresa independente deu foco na pesquisa para análise de requisições de negócios.

“Uma grande razão que me chama a atenção é que as pessoas olham para as exigências de negócios como um documento e não como um processo. Se você faz isso vai falhar”, acredita Ellis. “Esse é um dos casos em que o meio é tão ou mais importante do que o final”, completa.

Boas requisições de negócios podem assegurar que a escala de um projeto está minimizada, mas não as chances de haver perdas das necessidades de negócios, de acordo com o estudo. Outra marca vê mudanças de requerimentos que ocorrem com pouca freqüência, porque o nível de consenso já foi atingido.

O estudo dá um peso ao desenvolvimento de projetos, que custam pelo menos 250 mil dólares e envolvem “significantes novas funcionalidades”, ao contrário de matérias como manutenção ou desenvolvimento de novas máquinas clientes. O projeto consiste tanto em desenvolvimento de software interno quanto a implementações de aplicações. Sua média foi de 3 milhões de dólares, segundo a IAG.

Os danos foram piores quando a análise envolveu negócios que não eram de TI nos requerimentos.  Esses projetos atingiram aproximadamente o dobro dos orçamentos previstos e levaram mais de 245% a mais do tempo alocado, segundo a IAG.

Quando os funcionários de TI gerenciaram as requisições de análise, os resultados foram somente um pouco melhores, com orçamentos superando 163% e o tempo em 172%.

Os melhores resultados vieram quando os negócios e os funcionários TI trabalharam juntos na definição das exigências. Neles, os orçamentos tiveram uma média de 143% e de 159% o tempo.

O estudo sugere que muitas empresas estão trabalhando em base ad-hoc. Mais da metade “não tem profissionais treinados e dedicados para a função de obter requisições e a grande maioria vê o processo de ter requisições de forma mais ineficiente”, afirma o estudo.

A conclusão da pesquisa é de que as empresas deveriam formar um “centro de excelência” para requisições de negócios recolhendo gerenciamento tanto por TI e funcionários de negócios.

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