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Estresse no trabalho? Quase metade dos profissionais sofre do mal

Pesquisa do LinkedIn indica que talentos estão esgotados por falta de equilíbrio profissional e pessoal. Geração X é a mais afetada

Redação

16/04/2019 às 18h04

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Foto: Shutterstock

Que o estresse é algo comum já sabemos. No entanto, um estudo recente feito pelo LinkedIn revelou que quase metade dos brasileiros entrevistados sofre atualmente desse problema no ambiente de trabalho.

A pesquisa foi feita com mais de 2,8 mil trabalhadores do mundo inteiro. O Brasil inclusive, atingiu o mesmo percentual de trabalho que o nível global, junto de Alemanha e Austrália (49%). A Espanha foi o país com maior nível índice registrado, com 57% dos respondentes. Já o Japão foi o menor, com 38%.

De acordo com o levantamento, a maior causa do estresse está ligada a falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal e a carga de trabalho desempenhada (70%). Em seguida estão a falta de confiança no futuro do emprego e senso de propósito, com 64% cada um. Outros 63% dos respondentes também disseram que colegas e os ‘jogos políticos’ causam esforço emocional demasiado.

E por fim, o item menos assinalado, mas mesmo assim com percentual significativo, foi de acesso a ferramentas para desempenhar a função (62%). Dos países representados na pesquisa, os profissionais do Brasil sentiram mais stress no que diz respeito ao futuro de seu trabalho, à frente dos trabalhadores franceses.

Em relação à faixa etária que sofre com o stress, a Geração X, que compreende aos nascidos entre 1966 e 1980, foi a que teve mais respondentes, com 54% dos entrevistados. Em seguida estão os  Baby Boomers, faixa acima de 53 anos, com 48%, e os Millennials (24 a 38 anos), com 46%.

O estudo mostrou ainda que diferente do que muitos poderiam pensar, quanto maior a senioridade do cargo, maior o nível de stress na organização. Foram 61% executivos que responderam ter stress no trabalho, seguidos pelos gestores intermediários (56%) e os analistas e cargos técnicos que não ocupam posição de gestão (48%).

Já quando o assunto é gênero, os homens tiveram a maior taxa de stress registrada, com 50% da população masculina da pesquisa. No entanto, as mulheres não ficaram muito atrás e alcançaram o índice de 48% das respondentes. No geral, a pesquisa afirma ainda que mulheres e homens tendem a ter os mesmos fatores de estresse no trabalho, com a única diferença significativa de que as mulheres tendem a se sentir um pouco mais estressadas ao lidar com colegas e ‘política’ no trabalho.

Segundo Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina, uma das formas mais eficientes de começar a lidar com o stress é impondo limites. “A maior causa do stress constatada no estudo foi o trabalho excessivo. Os colaboradores precisam aprender a dizer ‘não’ em determinadas situações e priorizar o que de fato, é mais importante”, recomenda.

“Sabemos que muitas vezes é difícil dizer ‘não’, mas ao negociar, você não corre o risco de não entregar um trabalho ou ter essa sobrecarga. Ao aceitar menos tarefas, você ainda será capaz de executá-las com excelência e maior produtividade”, completa o executivo.

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