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Estas são as tendências que diretores de RH devem considerar, segundo o Gartner

Para especialistas, gestores estão ignorando tendências que podem afetar as organizações

Da Redação

10/02/2020 às 18h00

Foto: Shutterstock

A maioria dos diretores de recursos humanos (CHROs, sigla para Chief Human Resources Officer) está focada em três pontos que impactam o futuro do trabalho: inteligência artificial e automação, economia e força de trabalho multigeracional. No entanto, há outros tópicos que devem ser considerados, segundo analistas do Gartner.

"Embora a maioria dos CHROs espere que essas três forças afetem a sua organização nos próximos três anos, apenas 9% acham que a sua empresa está preparada para o futuro do trabalho", disse Brian Kropp, chefe de pesquisa na prática de RH do Gartner, em comunicado. "Esses CHROs estão certos, pois há outras considerações sobre o futuro do trabalho que exigem análises que estão recebendo muito menos atenção."

Para alertar os diretores de RH, o Gartner publicou seis tendências que moldarão como as organizações experimentam o futuro do trabalho:

Uso antiético dos dados de funcionários

A pesquisa do Gartner descobriu que, até 2022, 45% das grandes organizações identificarão uso indevido dos dados de funcionários, potencialmente afetando negativamente o recrutamento, a retenção e a satisfação dos colaboradores.

Os CHROs precisarão assumir um papel de lideraa em ética de dados para proteger a organização. Para isso, os departamentos de RH precisam estar particularmente atentos, garantindo que informações sobre saúde ou desempenho permaneçam confidenciais.

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Aumento da acessibilidade

Conforme a IA e as tecnologias emergentes reduzem as dificuldades de acessibilidade, as organizações têm a oportunidade de lidar com a escassez de talentos. A pesquisa do Gartner prevê que o número de pessoas com deficiência nas empresas triplicará até 2023.

As organizações precisarão auditar os seus sistemas de recrutamento e gerenciamento de talentos para candidatos e funcionários com deficiência física e mental. Para isso, além da tecnologia, os líderes de RH precisarão garantir que os gerentes recebam treinamentos em gestão de pessoas.

Automação da função de gerente

Segundo a pesquisa do Gartner, 69% do tempo de um gerente é gasto em atividades que podem ser substituídas pela tecnologia. Por exemplo, a aprovação de relatórios de despesas pode ser substituída por sistemas de gerenciamento.

Os líderes de RH precisarão trabalhar com parceiros da TI para identificar as melhores oportunidades para automatizar os fluxos de trabalho dos gerentes. Dessa forma, as organizações podem decidir reduzir o número de gerentes ou mudar o foco deles para tarefas mais estratégicas.

Redução da aprendizagem no trabalho

Quase todas as organizações aproveitam o aprendizado no trabalho para o desenvolvimento de habilidades, o que a pesquisa do Gartner revelou ser prioridade para 73% dos CHROs. No entanto, até 2025, quase metade de todas as oportunidades internas de desenvolvimento desaparecerão com a extinção de atividades repetitivas.

As organizações podem precisar retornar aos métodos tradicionais de aprendizado, como treinamentos ao vivo em sala de aula, para aperfeiçoar as competências dos colaboradores. O RH também precisará encontrar maneiras alternativas de avaliar quando os funcionários estão prontos para o trabalho sem medir a sua capacidade de concluir tarefas que serão responsabilidade das máquinas.

Transparência

Setenta e um por cento dos funcionários acreditam que os seus gestores devem melhorar a transparência, e a análise do Gartner constata que até 2025, a maioria das organizações atenderá a essa solicitação.

Para os analistas, as empresas que comunicam os seus esforços sobre transparência e admitem as suas dificuldades terão mais sucesso na retenção dos colaboradores. Os líderes de RH devem avaliar os riscos potenciais de reputação e engajamento e planejar como lidar com esses aspectos.

Demanda crescente por trabalho remoto

Até 2030, a demanda por trabalho remoto aumentará em 30% por conta da entrada total da geração Z no mercado de trabalho. A mais recente pesquisa de funcionários do ReimagineHR do Gartner descobriu que apenas 56% dos gerentes permitem que os seus funcionários trabalhem remotamente. As organizações sem uma política progressiva de trabalho remoto estarão em desvantagem competitiva para atrair e reter talentos.

"Para permanecer competitiva no ambiente atual de trabalho, as empresas precisarão investir em infraestrutura de tecnologia responsiva e ferramentas de colaboração virtual aprimoradas, além de treinamento e gerenciamento de desempenho e estratégias de incentivo para trabalhadores remotos", concluiu Emily Rose McRae, diretora na prática de RH do Gartner.

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