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Estas são as principais ciberameaças esperadas para 2020, segundo a Kaspersky

Empresas enfrentarão grandes desafios no combate ao cibercrime. Exploração das vulnerabilidades no Windows 7 é um dos destaques do relatório

Da Redação

28/11/2019 às 17h26

Foto: Shutterstock

O ano de 2020 será um ano de diversas ciberameaças na América Latina, destacou a Kaspersky. Além do retorno do ransomware direcionado a cadeias de suprimento, bastante lucrativo para os criminosos, a manipulação da opinião pública e a desinformação também deverão ser foco nos países que enfrentam problemas sociais.

A companhia prevê, ainda, que grupos locais especializados lançarão ataques que aumentarão os desafios em segurança. Para as previsões, a Kaspersky utilizou como base as análises feitas ao longo de 2019. O objetivo é auxiliar empresas e usuários a entender o cenário atual em cibersegurança para que estejam preparados para enfrentar as ameaças.

"O ano de 2019 confirmou a relevância da cibersegurança, especialmente em ambientes corporativos, registrando vários vazamentos significativos de dados após ataques a empresas, vulnerabilidades em aplicativos de mensagens instantâneas e infecções por ransomware para governos municipais e entidades críticas", explica Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe de pesquisa e análise para a América Latina na Kaspersky.

"Para 2020, prevemos um aumento desses tipos de ataques na região, especialmente aqueles com maior potencial de impacto na reputação da empresa afetada, bem como no número de pessoas atingidas. Isso também impulsionará a expansão de crimes que não foram implantados em toda a região, como a SIM Swap e certos tipos de golpes financeiros, realizados não apenas por cibercriminosos locais, mas por agentes internacionais atuantes na América Latina."

Entre as principais ciberameaças em 2020 estarão, segundo as previsões:

  • Roubo de senhas de sites de entretenimento, como Netflix, Spotify e HBO Max, para venda dos dados em mercados ilegais;
  • Golpes relacionados ao Bitcoin, incluindo a obtenção de dinheiro por meio de phishing;
  • Expansão do SIM Swapping como serviço, com a oferta de clonagem de linhas telefônicas para atividades ilegais;
  • Exploração das vulnerabilidades no Windows 7, com o término do suporte técnico ao sistema operacional em 14 de janeiro de 2020;
  • Ataques a instituições financeiras, realizados por grupos locais e internacionais;
  • Aumento dos ataques de chantagem, focados em grandes corporações, que agora devem cumprir legislações sobre o vazamento de dados;
  • Aumento nas campanhas de extorsão, para que as vítimas sejam obrigadas a pagar resgate pelas suas informações pessoais ou corporativas;
  • Exportação "humanitária", direcionada a instituições financeiras e seus clientes.

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