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Estas são as áreas em segurança que devem receber mais investimentos em 2020

Gastos aumentaram, mas talvez não nas áreas mais necessárias. Crescente envolvimento dos líderes de negócios traz novos desafios

Jon Oltsik, CSO

14/02/2020 às 17h20

Foto: Shutterstocck

Ainda estamos no início do ano e muitas empresas ainda se questionam se seus orçamentos em segurança devem ser aumentados. Mas em caso afirmativo, quais são os requisitos e prioridades de investimento para se ter no radar?

O ESG publicou recentemente a sua pesquisa anual sobre intenções de gastos em TI para este ano. O relatório pode ajudar a responder a essas e outras questões. Abaixo, destaco algumas conclusões.

55% das organizações aumentarão os gastos gerais de TI em 2020. Pelo menos metade das organizações dos setores de assistência médica, tecnologia, varejo / atacado, manufatura e serviços de negócios aumentará os investimentos no setor.

Quando solicitados a justificar o aumento dos orçamentos, 36% dos participantes da pesquisa responderam que a sua organização pretende melhorar o gerenciamento de segurança e riscos cibernéticos.

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62% das organizações aumentarão os investimentos em segurança cibernética em 2020, enquanto outros 36% manterão os orçamentos. É mais provável que as organizações de tecnologia aumentem os gastos (73%), seguidas pelas manufaturas (68%) e varejo / atacado (67%).

As quatro principais áreas para investimentos em segurança para 2020 são:

  • Tecnologias de segurança cibernética que empregam IA / ML para detecção de ameaças (32%),
  • Segurança de dados (31%),
  • Segurança de rede (30%)
  • Segurança de aplicativos em nuvem (27%).

A detecção de ameaças e a segurança da rede geralmente recebem um orçamento superior, mas os dados reforçam que, como um setor, precisamos prestar mais atenção à segurança das informações e aplicativos.

40% dos participantes da pesquisa identificaram a cibersegurança como a iniciativa comercial que impulsionará o maior investimento de tecnologia na sua organização nos próximos 12 meses. A redução de custos terminou em segundo lugar, com 31%. Obviamente, a cibersegurança se tornou um imperativo comercial, não apenas um imperativo de TI.

O fortalecimento de ferramentas e processos de segurança cibernética foi citado como a mais importante de todas as tendências tecnológicas divulgadas e discutidas (24%), seguidas pelo uso da infraestrutura de nuvem pública (14%).

Quando questionados sobre quais recursos de infraestrutura de rede teriam maior impacto em ajudar as suas organizações a expandir os negócios nos próximos 12 meses, 43% dos entrevistados citaram garantir a segurança da rede. A maximização do desempenho da rede ficou em segundo lugar, com 29%.

Os dados da pesquisa da ESG possuem diversas ramificações que devem ser também destacados:

A segurança é prioridade para CEOs, CIOs e conselhos corporativos. Isso significa que não basta falar sobre detecção de malware ou contextualização de dados de segurança; os fornecedores de segurança cibernética devem ser capazes de articular o valor comercial. Os líderes descreverão métricas, objetivos e práticas recomendadas.

O comportamento da indústria em relação à segurança cibernética varia. Os dados da ESG reforçam a minha teoria de que a cibersegurança está evoluindo de camadas horizontais de defesa para soluções de negócios verticais. Em outras palavras, uma rede de assistência médica com 10 mil funcionários tem requisitos de cibersegurança cada vez mais diferentes de uma organização de serviços financeiros do mesmo porte.

Algumas coisas simplesmente não estão funcionando. O fato de as organizações aumentarem anualmente os orçamentos de segurança cibernética não é motivo de comemoração - significa que o setor de segurança falhou com os seus clientes de alguma maneira. Como indústria, devemos trabalhar para entender os erros e quais medidas precisam ser tomadas. Também precisamos fazer mais para ajudar os nossos clientes a ter sucesso - não apenas vender produtos e passar para o próximo.

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