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Engajamento e inteligência emocional: o papel do líder na pandemia
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Engajamento e inteligência emocional: o papel do líder na pandemia

Inteligência emocional se faz fundamental diante das dificuldades que cada membro da equipe pode viver em momentos de incerteza

Fernando Brolo*

01/06/2020 às 16h01

Foto: Shutterstock

Nesse período conturbado que o Brasil se encontra, ainda sofrendo o impacto de um crescimento gradual do coronavírus, campanhas oficiais de conscientização, propagandas governamentais, autoridades médicas e veículos de imprensa compartilham uma característica central em suas abordagens de comunicação: o indivíduo. Qualquer iniciativa adotada, medida implementada e ação conduzida no âmbito social tem como objetivo máximo preservar o maior número possível de vidas. Evidentemente, trata-se de uma noção indispensável e que deve ditar os métodos de enfrentamento da COVID-19.

E como o cenário empresarial se insere nesse contexto? Afinal, empresas nada mais são do que grupos de profissionais alinhados sob uma mesma ótica, buscando uma produtividade sólida e resultados satisfatórios. Esses profissionais, sem distinções, possuem uma vida pessoal individualizada, com suas peculiaridades, anseios e desejos. O gestor que não utilizar dessa mentalidade para conduzir as atividades de trabalho além de dificultar o engajamento das equipes, coloca em risco o desempenho operacional de seu negócio.

Quando estabelecemos esse plano de fundo no meio à instabilidade provocada pelo vírus, o imediatismo acomete a discussão. Transição para o trabalho remoto, um novo estilo de vida, saúde física e mental, são algumas das características que exigem a atenção da figura de liderança. Pensando nisso, preparei um artigo completo sobre o tema.

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Inteligência emocional é pilar para relações humanizadas

Nada será como antes. Isso é fato. Mesmo considerando os benefícios que o trabalho remoto pode trazer à empresa, nenhum processo forçado e sem o apoio de um planejamento estratégico deve ser bem-vindo. No entanto, ele foi preciso, e simbolizou uma nova rotina de trabalho para uma quantidade elevada de brasileiros. Entre as consequências, é preciso enfatizar o crescimento de desafios e situações atípicas que afetaram atividades anteriormente consolidadas, deixando clara a importância de se conduzir revisões processuais; mais do que isso, ter a serenidade de compreender o cotidiano residencial que o home office obrigatório trouxe para os companheiros de trabalho.

A inteligência emocional habita a persona do líder exatamente no propósito de apaziguar e compreender a decorrência comportamental ocasionada pelo período que vivemos. Ninguém é igual e todos apresentam suas próprias dificuldades.

Flexibilidade não é sinônimo de fraqueza

Aquela velha noção de que ser maleável ou flexível com dramas alheios e problemas enfrentados por profissionais é um sinal de falta de imposição, característica que teoricamente deve ser encontrada em líderes, não só é extremamente antiquada, como se torna incompatível com uma cultura interna humanizada. Seria plausível apoiar-se nesse modelo de liderança em tempos onde a saúde da população se encontra à deriva de um vírus contagioso? A resposta é obviamente negativa e simboliza o papel do gestor em procurar alternativas cabíveis para manter a produtividade de suas equipes na medida em que o bem-estar das pessoas exercem peso maior na tomada de decisão.

Se em uma certa hora do dia, tal profissional deve ajudar a cuidar de seus filhos, ou ocupar-se com outra tarefa essencial de uma rotina afetada pelo coronavírus, é de bom senso que o mesmo seja redirecionado para uma faixa diária onde possa exercer suas funções com mais tranquilidade. O valor da flexibilidade se encontra em momentos adversos. Esse é um deles.

Liderança e engajamento são conceitos interligados

Não existe engajamento sem liderança. Como esperar que profissionais entreguem o melhor de si se o maior referencial da empresa não está alinhado com os objetivos estabelecidos? Essa hipótese torna-se ainda mais absurda se levarmos em consideração o caos instaurado pela pandemia global. A situação atual é reconhecidamente delicada. Projeções que poderiam indicar algum tipo de rumo a seguir, já não oferecem aquela exatidão desejada por parte do gestor. Toda essa incerteza centraliza as atenções na forma como o líder e sua equipe passarão pelo momento.

Os estragos serão grandes? Ainda é possível solucionar problemas nesse meio tempo? Ou o foco deve ser na contenção? São perguntas válidas, mas que de nada adiantarão se a empresa não passar por esses meses de dificuldade como uma verdadeira equipe, com todos os benefícios implícitos ao termo. E o líder, responsável por encabeçar esse grupo de pessoas, servindo como uma espécie de fio condutor, sempre em harmonia com o que se espera de uma humanização essencial, em todos os sentidos.

Como você enxerga o papel da liderança empresarial no cenário de coronavírus? Participe do debate e faça essa reflexão!

*Fernando Brolo é Sales Partner na logithink

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