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Em 2020 os sistemas cognitivos estarão em todos os lugares

A IoT cognitiva estará tão entranhada na realidade cotidiana que a vida sem ela se tornará impensável

James Kobielus *

26/08/2016 às 8h18

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O final desta década está se aproximando. Em vez de simplesmente olhar para tendo como horizonte o resto de 2016, vamos ser mais ambiciosos e nos concentrarmos em 2020.

As uber-tendências para os próximos anos estarão no impacto crescente da Internet das Coisas em todas as facetas de nossas vidas e na incorporação do aprendizado de máquina para cada nicho desse ecossistema. Nós já estamos vendo se acelerar , considerando os produtos inteligentes revelados na última edição do Consumer Electronics Show.

No coração desta revolução está o smartphone. Todos os dias vemos mais inovações que usam o smartphone como um controle remoto universal, chave de acesso seguro e painel personalizado para todos os aplicativos para interação com as inumeráveis soluções de Internet das Coisas. Analytics de vários tipos - tanto no smartphone, quanto na nuvem - constituem uma característica global de mais esta nova onda de aplicações da Internet das Coisas voltada para o mercado de consumo.

A incorporação da tecnologia de computação cognitiva diretamente em smartphones vai se acelerar nos próximos anos. Esta tendência irá reduzir a necessidade de viagens de ida e volta entre os dispositivos e os data centers na nuvem, onde estão tradicionalmente baseados os serviços inteligentes como os agentes personalizados (Siri, Cortana, Google Now, etc). Esses algoritmos embarcados irão demandar acesso rápido à memória para os fluxos crescentes de dados capturados pelos sensores e armazenados em cache, localmente, nos smartphones.

Como o preço do armazenamento flash continua a cair, e sua densidade e confiabilidade continuam a melhorar, vamos ver o Analytics sendo embarcado em cada dispositivo inteligente. Uma nova geração de cientistas de dados irá construir e otimizar essas análises para dirigir a inteligência em cada produto que usamos.

Em 2020, em todos os setores da economia , novos produtos terão sido re-projetados como endpoints cognitivos da "Internet das coisas". Como tal, eles vão incorporar sensores locais, recursos inteligentes e algoritmos que lhes permitirão adaptar-se continuamente aos seus ambientes. E todos vão lidar localmente com o processamento cognitivo nas soluções de IoT, de forma mais rápida e mais flexível do que em qualquer serviço de nuvem.

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Pelo que vejo, a nova geração de desenvolvedores de aplicativos e designers de smartphones está se movendo nessa direção. Por exemplo, recentemente deparei com uma manchete que teria sido inconcebível há apenas alguns anos atrás: "Como explorar todos os sensores de seu telefone celular como um dispositivo de Internet das Coisas". No texto, o autor Abdellatif Bouchama enumera a gama de sensores já existentes em um telefone Android típico, como acelerômetro, sensor de aceleração linear, sensor de gravidade, giroscópio, sensor de luz, sensor de orientação, câmera e microfone. Não só isso, ele discute ferramentas de código aberto baseadas em nuvem para a aquisição, armazenamento, análise e visualização de todos os dados capturados por esses sensores.

À medida que o mundo material se desloca em direção à proliferação de endpoints cognitivos de IoT, os serviços em nuvem continuarão a ser importantes. Afinal, armazenamento, processamento e análise baseados na nuvem ainda serão essenciais para muitas aplicações que requerem capacidades de processamento e armazenamento massivas e paralelas. Mesmo com as verdadeiras capacidade de resposta em tempo real e agilidade a nível do dispositivo exigindo processamento local e inteligência nativa no endpoint cognitivo de IoT.

Em 2020 a IoT cognitiva estará tão entranhada na realidade cotidiana que a vida sem ela se tornará cada vez mais impensável.

 

(*) James Kobielus é Data Science Evangelist da IBM e colunista da InfoWorld

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