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Em 2019 Gêmeos Digitais vão impulsionar a Transformação Digital

Foi com o avanço da IoT e dos sensores que a tecnologia dos Digital Twins tornou-se mais amigável e com custo acessível para sua efetiva utilização

cristina.deluca

28/02/2019 às 7h54

Foto: Shutterstock

Estamos passando pela Transformação Digital e, por mais que as pessoas verbalizem essa afirmação, muitas ainda têm dificuldade para, de fato, explica-la. Afinal, o que seria digitalizar um negócio? Porque isso o melhoraria? Para aclarar estas questões, nada melhor do que exemplos práticos. Utilização do conceito para facilitar o processo de compreensão.

Quando conseguimos desassociar o físico do virtual, ganhamos, na maioria das vezes, maior flexibilidade. Por exemplo: na TI, muito se fala em virtualização de servidores como uma boa prática de infraestrutura. A virtualização remete a criar um hardware virtual, associado a recursos físicos, que rodará determinados softwares. Um mesmo servidor físico pode ter "N" máquinas virtuais, cada qual com seu ambiente, atualizado ou proprietário, definido para determinadas aplicações. Isso cria uma menor dependência e dá uma flexibilidade muito maior para diversas coisas dentro de uma mesma estrutura.

Outro exemplo: quando passamos a usar computadores e softwares editores de texto, deixando para trás a máquina de escrever, passamos a imprimir os textos somente quando estes já estão plenamente revisados, economizando, assim, papel.

Na última grande conferência do Gartner, a consultoria apontou 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2019. Uma delas, relacionada aos Gêmeos Digitais (Digital Twins), que consiste, basicamente, em criar uma réplica digital de algo que queremos ou com o que precisamos interagir ou compreender.

Pode ser uma máquina, uma fábrica, um prédio ou mesmo o funcionamento de um corpo. Através dessa digitalização, podemos interagir diretamente com o Gêmeo Digital, realizando simulações, compreendendo melhor o resultado de uma mudança ou ação, para só então, com mais certeza e um alto grau de previsibilidade, executar a ação na forma física, real.

Mesmo que o conceito já tenha aparecido, desde 2002, foi com o avanço da IoT, utilizando sensores, que essa tecnologia tornou-se mais amigável e com custo acessível para sua efetiva utilização.

Empresas de todo o mundo vêm lançando mão deste recurso. Governos também. Podemos pensar em vários usos desta tecnologia, como P&D, desenvolvimento cooperado com o cliente e uma forte relação com Customer Experience (CX), permitindo que o consumidor experimente algo no digital, tenha suas impressões e ajude o fornecedor a ajustar o produto para realmente satisfazê-lo, partindo disso para o ambiente de uma produção em escala mais assertiva.

Na manutenção de equipamentos com maior complexidade, no teste de materiais alternativos, na avaliação de matérias-primas passíveis de substituição, no próprio processo de planejamento de um produto, aliado a uma estratégia de design.

Indo além, o conceito de Digital Twins aliado a outras inovações, como Blockchain, permite criar a digitalização em um sistema seguro e distribuído, disseminando a informação para as partes interessadas, deixando-a transparente e, ao mesmo tempo, protegida.

Na última grande conferência do Gartner, a consultoria apontou 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2019. Uma delas, relacionada aos Gêmeos Digitais (Digital Twins), que consiste, basicamente, em criar uma réplica digital de algo que queremos ou com o que precisamos interagir ou compreender.

Pode ser uma máquina, uma fábrica, um prédio ou mesmo o funcionamento de um corpo. Através dessa digitalização, podemos interagir diretamente com o Gêmeo Digital, realizando simulações, compreendendo melhor o resultado de uma mudança ou ação, para só então, com mais certeza e um alto grau de previsibilidade, executar a ação na forma física, real.

Mesmo que o conceito já tenha aparecido, desde 2002, foi com o avanço da IoT, utilizando sensores, que essa tecnologia tornou-se mais amigável e com custo acessível para sua efetiva utilização.

Empresas de todo o mundo vêm lançando mão deste recurso. Governos também. Podemos pensar em vários usos desta tecnologia, como P&D, desenvolvimento cooperado com o cliente e uma forte relação com Customer Experience (CX), permitindo que o consumidor experimente algo no digital, tenha suas impressões e ajude o fornecedor a ajustar o produto para realmente satisfazê-lo, partindo disso para o ambiente de uma produção em escala mais assertiva.

Na manutenção de equipamentos com maior complexidade, no teste de materiais alternativos, na avaliação de matérias-primas passíveis de substituição, no próprio processo de planejamento de um produto, aliado a uma estratégia de design.

Indo além, o conceito de Digital Twins aliado a outras inovações, como Blockchain, permite criar a digitalização em um sistema seguro e distribuído, disseminando a informação para as partes interessadas, deixando-a transparente e, ao mesmo tempo, protegida.

Informação que pode, ainda, ser combinada com Inteligência Artificial, permitindo o aprendizado, de forma mais rápida, a partir de um processo digitalizado, dando alternativas de materiais e características, bem como realizando previsões a partir do uso de algoritmos inteligentes.

Muitos são os usos que podem ser dados a esta tecnologia. Sem medo, podemos aqui afirmar: o céu é o limite.

De aplicações focadas no corpo humano, passando por organizações e até mesmo a demanda inerente à necessidade de simular máquinas e ambientes no espaço, temos nos Gêmeos Digitais algo com potencial para revolucionar a sociedade e ser combinado a diversas outras tecnologias, alcançando resultados exponenciais. Eis aí um belo exemplo de como contextualizar a Transformação Digital na prática.

 

(*) Roberto Mazzilli é diretor de Relações com Instituições de Ensino do SEPRORGS

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