Home > Gestão

O papel de TI na educação corporativa

Como o departamento pode auxiliar os cursos on-line de capacitação de funcionários

Cláudia Zucare Boscoli

25/07/2007 às 12h39

Foto:

"Um cliente que é atendido na loja não pode receber uma informação diferente da que é passada a quem liga para o call center". Com esta simplificação, o diretor de Recursos Humanos da Claro, Ricardo Barros, justifica os investimentos da operadora de celular em educação corporativa, mais especificamente em e-learning.
Com esta modalidade de treinamento em operação desde o ano passado, a Claro já realizou mais de 80 cursos e, para que todos obtivessem sucesso, foi fundamental a participação do departamento de TI. "Se queremos padronizar o atendimento, fazer com que todos os 45 mil funcionários, inclusos os terceirizados, falem a mesma língua e dêem a mesma atenção ao cliente, não podemos apostar apenas nos cursos presenciais", diz.
Ele explica que a tecnologia ajuda porque o universo de pessoas é muito grande, porque a velocidade das reciclagens deve acompanhar o ritmo das mudanças – que é frenético – e porque uma aula dada em uma determinada região do País nunca vai ser exatamente igual à outra. “O computador passa a ser um aliado muito importante", avalia. Márcia Naves, responsável pelos programas de e-learning, concorda. "Brinco que nosso departamento é de 'RH.TI.com.br'. A TI é fundamental e participa desde a escolha da plataforma, do sistema, do acesso dos usuários, da padronização das máquinas até o suporte", afirma.
De acordo com Alex Augusto, CEO da Ciatech, especializada em desenvolver e gerenciar projetos de e-learning, a telefonia é uma das áreas que mais demanda educação corporativa via internet. "Todas as empresas oferecem produtos, serviços e preços muito semelhantes. A diferença está em quem trata o cliente melhor. Você garante isso com treinamento. Conhecimento é valor agregado", acredita. 
Com clientes como a própria Claro – para quem desenvolveu, recentemente, um projeto de e-learning para smatphone –, além de Vivo, Oi, Brasil Telecom e gigantes do mercado financeiro e da indústria, ele dá uma dica de como alcançar o sucesso com e-learning. "Deve haver ao menos uma pessoa, geralmente de RH, que se dedica exclusivamente ao projeto. Ela é que vai interagir com todas as áreas, captar necessidades, discutir possibilidades com TI", diz. E qual seria o papel da TI? "Ela atua fortemente num primeiro momento, de alinhamento inicial. Avalia a demanda, descobre se há máquinas e tecnologias disponíveis e prevê o orçamento necessário. Depois, a TI sai um pouco do primeiro plano e passa a oferecer suporte", completa.
Barros, da Claro, cita ainda uma outra vantagem que vê no e-learning: a disponibilidade. "Se com o tempo o funcionário esquecer algum detalhe, é só entrar no sistema que tem tudo lá, à disposição".

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail