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É possível adotar uma cultura orientada à segurança de dados?

Motivos para se ingressar nessa nova era da informação são variados e refletem diretamente na saúde fiscal das empresas

Por Luiz Penha*

18/03/2020 às 14h40

Foto: Shutterstock

A última década representou a consolidação da globalização e o alto valor concedido às informações compartilhadas. Em 2020, as consequências desse fenômeno colocam organizações de todos os tamanhos e segmentos entregues à necessidade de se adequar à uma nova realidade de segurança informacional. Isso implica diretamente em mudanças organizacionais estratégicas, passando pela implementação de soluções inovadoras como modelo de produção padronizado.

No entanto, há de se destacar que a mentalidade adotada deve ser aprofundada pelas lideranças responsáveis. Somente através de uma cultura interna totalmente orientada à segurança de dados se possibilita uma saúde fiscal estável. O momento para se discutir o tema nunca foi tão propício, e com a possibilidade da LGPD chegar esse ano, a urgência será ainda maior.

Parando para observar o cenário mundial, nos deparamos com estatísticas desanimadoras. Um estudo recente publicado pela IBM apontou que cerca de 77% das empresas globais não possuem um plano de resposta a incidentes cibernéticos. A mesma organização apontou no final do ano passado que 96% dos brasileiros acreditam que as organizações não protegem seus dados pessoais.

Esses relatórios não só escancaram os problemas enfrentados pelas marcas, como mostram o espaço de crescimento e destaque no mercado que uma abordagem diferenciada pode oferecer. Pensando em uma maior análise sobre o assunto, preparei um artigo completo sobre os benefícios de se introduzir a segurança da informação como filosofia de negócio. Acompanhe!

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A mudança começa pela mentalidade

Antes de qualquer instalação técnica ou disseminação de conceitos inovadores, é imprescindível que lideranças tomem a missão para si, servindo de referência para que colaboradores e profissionais enxerguem a tecnologia em sua função máxima: simplificar e auxiliar o material humano. Desmistificar preconceitos sobre a presença da máquina no ambiente empresarial é a primeira forma de transparência a se adotar.

Com equipes e departamentos alinhados pela mesma forma de se lidar com a manipulação dos dados, a segurança será gradualmente aprimorada. Claro, potencializada pela assertividade de ferramentas digitais capazes de assegurar a integridade de informações manipuladas. O segredo está no equilíbrio entre todas as partes envolvidas no processo.

Porta de entrada para o Compliance

Se pelo lado do público consumidor, a exigência é por cada vez mais transparência e segurança, nas empresas, esses componentes tornam-se pilares fundamentais a fim de acompanhar os anseios da população. Não por acaso, a noção de Compliance fiscal tem se espalhado por companhias que se preocupam em fidelizar normas e otimizar procedimentos organizacionais.

Trata-se do pressuposto perfeito para que novas obrigações legais sejam inseridas com harmonia e naturalidade. Uma governança eficiente de dados minimiza falhas, redirecionando a ação humana para tarefas mais complexas e subjetivas. Além da prevenção assertiva, resultante de análises preditivas, estima-se respostas ágeis para solucionar problemas rotineiros.

LGPD e a importância de estar em conformidade

Transparência, consentimento e segurança. Se a Lei Geral de Proteção de Dados pudesse ser resumida a três palavras, as citadas anteriormente serviriam com fidelidade. Prevista inicialmente para entrar em vigor em agosto desse ano, a nova legislação sofre com tentativas recorrentes no congresso de postergá-la para 2022, no entanto, mesmo com rumores do mercado e a imprevisibilidade de um quadro reconhecidamente caótico, é essencial se manter atualizado e preparado nesse sentido.

A LGPD contemplará o uso, armazenamento, manipulação e repasse de informações pessoais. O não cumprimento do texto previsto poderá acarretar sanções milionárias e punições específicas, de acordo com o caso identificado. E o prejuízo financeiro, apesar de simbólico, vem acompanhado de uma mancha irreversível para a reputação das marcas. Atualmente, não há espaço para empresas que ignoram a onda de conscientização quanto aos dados.

Mais do que nunca, uma cultura orientada à segurança informacional mostra-se uma forte aliada na inserção de soluções automatizadas em prol da estabilidade fiscal. Para implementá-la, fica a cargo dos executivos a iniciativa de entender opções no mercado que se adequem à realidade que suas empresas estão inseridas.

Participe dessa reflexão e esteja preparado para a era dos dados!

*Luiz Marcelo Penha é Co-founder e COO da Nextcode.Sobre a Nextcode

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