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Disrupção: sua empresa está entre os reinventores, os praticantes ou os aspirantes?

Organizações agrupadas nesses três arquétipos estão em diferentes estágios da Reinvenção Digital, segundo estudo da IBM

Da Redação

26/09/2018 às 12h05

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Ao contrário da crença geral, grandes companhias já estabelecidas no mercado, as chamadas Incumbentes, têm capacidade acima da média de serem disruptivas em seus mercados nos próximos anos, segundo a edição mais recente da pesquisa do "Orchestrating Advantage: Insights from the Global C-suite Study", da IBM. A informação adquirida ao longo de décadas de conhecimento específico de setor se tornou o ativo mais importante e é o principal fator que leva a essa conclusão. 

Feito pelo IBM Global C-suite Study, o estudo ouviu 12,85 mil executivos C-level em 112 países, incluindo no Brasil. Mais de 70% dos entrevistados acreditam que as empresas tradicionais e consolidadas serão líderes em ruptura, inovação e competitividade.

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"Nosso desafio é criar uma grande mudança digital em um curto período de tempo; fazer a disrupção do nosso setor sem prejudicar os altos níveis de serviço entregues hoje para os clientes. Estamos investindo em tecnologia para nos tornarmos mais ágeis e possibilitarmos algo mais próximo de um estado de transformação contínua", comentou o diretor de marketing de uma Utilities de energia do Reino Unido.

Em todas as suas edições, o Global C-suite Study questiona os executivos a respeito de quais serão os fatores de maior impacto nos próximos anos para os negócios. O estudo de 2018 constatou que fatores de mercado (69%), incluindo concorrência e mudanças nas preferências dos clientes, retornaram à posição de liderança, seguidos por tecnologia (63%) e people skills(61%), comprovando o aumento do valor dos ativos intangíveis, como o talento e as ideias.

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Segundo o estudo, os CxOs mais avançados estão reposicionando sua visão, cultura e operações para fomentar empresas ágeis e apoiar a colaboração e a experimentação. Esses líderes progressistas estão mudando do controle de cima para baixo na direção da autonomia, liberando os funcionários para moldar a direção estratégica da empresa. E estão criando uma estrutura de trabalho mais fluida, permitindo que equipes multifuncionais se formem e se movam rapidamente.

Os resultados comprovam que as organizações que valorizam a agilidade estão dispostas a recompensar a experimentação e respostas rápidas às mudanças do mercado. Elas confiam nas ideias dos funcionários e no curso de ação de cada equipe.  Ao adotar a agilidade, se aproximam das pessoas que mais importam: seus clientes.

Também de acordo com o estudo, organizações de todos os tamanhos estão priorizando as experiências personalizadas dos clientes. Muitas já usam o design thinking para gerenciar a complexidade, orquestrar em todos os canais e entender verdadeiramente as motivações de seus clientes. E ao abordar problemas com empatia pelos usuários, elas estão criando conexões estreitas com o cliente. Em muitos setores, os clientes até se tornam colaboradores no planejamento e no design de produtos. "Nas  empresas que personalizam as experiências com sucesso, o uso de dados auxilia a identificar as necessidades não satisfeitas dos clientes e a gerar insights para transformá-los em defensores de suas marcas", afirma o relatório da IBM. 

“Como CEO, você precisa aprender constantemente - e aprender sobre coisas de que não gosta - e também se sentir confortável com a falha rapidamente. Se você não está falhando o suficiente, pode ser um impedimento para o crescimento do seu negócio em todo o seu potencial", comenta Jessica Robinson, diretora executiva da PurePoint International.

Três arquétipos
A partir dessas macro informações, o estudo encontrou três arquétipos entre as empresa em relação ao processo de Reinvenção Digital: Reinventores, Praticantes e Aspirantes. Eles levam em conta o foco na experiência do cliente, a implantação de tecnologias digitais, a estratégia competitiva e a agilidade.

No topo da lista, os Reinventores (27%) estão à frente na inovação e também são superiores em crescimento de receita e lucratividade nos últimos três anos. Suas estratégias de TI e negócios estão muito alinhadas. No entanto, o principal fator que posiciona este grupo à frente dos outros é a eficácia na utilização de dados para identificar necessidades dos clientes, indefinidas e não atendidas.

A disrupção já está em gestação
O importante, e que não pode deixar de estar no radar das grandes empresas, é que mesmo em mercados relativamente estáveis, dominado por elas, as circunstâncias podem mudar de repente.

Líderes com visão forte e singular estão sempre alertas para mudar o posicionamento de suas organizações para o futuro, organizando suas equipes a aprenderem a partir de uma interação dinâmica entre a visão, a cultura e suas operações.

Não por acaso, 81% dos reinventores relatam que sua liderança tem uma forte compreensão da direção em que sua indústria está caminhando, em comparação com 66% dos praticantes e 43% de aspirantes. Para os reinventores, a previsão não é excepcional intuição; é o conhecimento derivado de suas equipes e as formas como operam.

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Os Praticantes (37%) ainda não desenvolveram as capacidades correspondentes às suas ambições, mas planejam lançar um novo modelo de negócios nos próximos anos. Já para as organizações Aspirantes (36%), o maior desafio é obter a visão, estratégia e as capacidades de execução adequadas, principalmente em relação a funcionários e parceiros.

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 Os Reinventores também estão atualmente liderando a adoção de modelos de plataforma de negócios, seguidos de perto pelos Praticantes. Entretanto, o primeiro grupo se destaca em todos os elementos avaliados pelo, incluindo a escolha de uma abordagem colaborativa, a capitalização de dados e o compromisso com a inovação.

O estudo constatou que cerca de 57% das empresas com uma estratégia de disrupção são arquitetos ou proprietários de um modelo de plataforma de negócios. Criando interações diretas entre consumidores e produtores, além de reunir muitos dados ao longo do caminho, essas organizações estão dominando seus segmentos de mercado e entrando em novos com facilidade.

Aproximadamente 28% dos entrevistados afirmaram que estão realocando parte de seu capital para criar plataformas, movimentação que deve se requerer um investimento estimado em US$ 1,2 trilhão nos próximos anos, um aumento de 174% em relação aos cerca de US$ 420 bilhões já investidos. O estudo aponta que os setores realizando os maiores investimentos em plataformas são: produtos industriais (+25%), eletrônicos (+22%) automobilístico (+20%) e varejo (+17%).

Além disso, os Reinventores são mais eficazes que seus pares na construção de culturas em torno do feedback ativo, empoderamento, co-criação e compartilhamento de conhecimento. Aproximadamente 70% deste grupo respondeu que solicita ativamente a participação de funcionários para desenvolver novos projetos,promove a colaboração e o compartilhamento de conhecimento, investe nas habilidades dos colaboradores e apresenta uma rede adequada de parceiros, fornecedores e distribuidores.
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