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Dez profssionais digitais de destaque nos próximos 2 anos

Cientistas de Dados e Desenvolvedores Full Stack foram os mais procurados no ano passado, segundo estudo da Capgemini e LinkedIn. Resultados revelam também que as empresas não estão fazendo o suficiente para capacitar seus empregados

Da Redação

06/11/2017 às 22h39

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Foto:

A Capgemini trabalhou em colaboração com o LinkedIn para analisar a
demanda e a oferta globais de habilidades digitais específicas, assim
como a disponibilidade de posições relacionadas às tecnologias digitais
em diversos países e setores. Para isso, entrevistou 753 empregados e
501 executivos ocupantes de posições em níveis de diretoria ou
superiores em grandes empresas, com receitas reportadas de mais de US$
500 milhões para o exercício de 2016 e mais de mil funcionários. Os
resultados revelaram que os Cientistas de Dados e Desenvolvedores Full Stack  foram as mais procuradas no ano passado, e continuaão demandadas.

A
lista das 10 principais posições digitais que deverão ter o maior
destaque nos próximos 2 a 3 anos, por ordem das mais procuradas, são:

1 · Segurança da Informação/Consultor de Privacidade
2 · Chief Digital Officer/Chief Digital Information Officer
3 · Arquiteto de Dados
4 · Gerente de Projetos Digitais
5 · Engenheiro de Dados
6 · Chief Customer Officer
7 · Personal Web Manager
8 · Líder de Internet das Coisas
9 · Cientista de Dados
10 · Chief Analytics Officer/Chief Data Officer

Além disso, com base na análise dos dados fornecidos pelo LinkedIn para este relatório, Agile, Cloud e Desenvolvimento Web estão entre as habilidades mais demandadas.

habilidadesdigitais

De acordo com o relatório The Digital Talent Gap - Are Companies Doing Enough? , todas as organizações participantes reconhecem
que a lacuna digital está se ampliando. Mais da metade (54%) delas
concordou que esse “gap” está dificultando seus programas de
transformação digital e que sua empresa perdeu vantagem competitiva
devido à escassez de talentos digitais.

Mesmo
com a crescente falta de talentos, os orçamentos para a capacitação dos
profissionais em tecnologias digitais seguem no mesmo patamar ou foram
reduzidos em mais da metade nas companhias entrevistadas (52%). Enquanto
50% delas continuam a promover discussões sobre a falta de talentos
digitais em sua equipe, mas não fazem muito para resolvê-la.

A
pesquisa levantou também as preocupações dos empregados ao avaliarem as
próprias capacidades digitais e a falta de recursos de treinamento
disponíveis em seus locais de trabalho.

Quase metade dos
funcionários – ou algo como 60% entre os profissionais digitalmente
capacitados  – investe o próprio dinheiro e tempo adicional – além do
horário de trabalho – no desenvolvimento de conhecimentos digitais por
conta própria.

Os empregados  sentem que os programas de
treinamento oferecidos pelas organizações não são tão eficazes. Mais da
metade dos talentos digitais afirmaram que os atuais programas de
capacitação não são úteis ou apontam não ter tempo para participar das
iniciativas oferecidas. E praticamente a metade deles (45%) descreveu os
programas de treinamento de sua organização como "inútil e chato".

Muitos
profissionais estão preocupados com a possibilidade de suas habilidades
já serem redundantes ou que logo venham a ser consideradas como tal. No
geral, 29% dos empregados acreditam que seus conhecimentos sejam
redundantes atualmente ou que o serão em um ou dois anos, enquanto mais
de um terço deles (38%) considera que seu conjunto de habilidades se
tornará redundante nos próximos 4 a 5 anos. Mais especificamente, quase a
metade (47%) dos profissionais que se encaixam nas Gerações Y e Z
acreditam que seus conhecimentos atuais se tornarão redundantes em 4 ou 5
anos.

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(Abra a imagem em uma nova janela para ampliar)

As preocupações com a redundância de habilidades e a falta
de confiança nos esforços de capacitação e aprimoramento das
organizações têm o potencial de desencadear demissões voluntárias. Mais
da metade dos funcionários com talentos digitais (55%) afirmaram estar
dispostos a mudar para outra organização, caso sintam que suas
habilidades digitais estejam estagnadas com seu empregador atual,
enquanto quase a metade dos profissionais (47%) admitiu a probabilidade
de “gravitar” entre empresas que ofereçam melhores oportunidades de
desenvolvimento de seus conhecimentos digitais.

Por outro lado,
os empregadores revelam a preocupação com uma eventual debandada de
profissionais altamente qualificados. Pouco mais da metade das
corporações (51%) acredita que seus funcionários poderão deixar o atual
emprego mesmo depois de receberem treinamentos, e metade delas (50%)
reconheceu que suas iniciativas de treinamento relacionadas ao
desenvolvimento de habilidades digitais não têm grande adesão.

A
pesquisa foi realizada entre junho e julho de 2017 e cobriu nove países –
Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália,
Reino Unido e Suécia –, e sete setores da indústria - Automotivo,
Bancário, Bens de Consumo, Seguros, Serviços, Telecomunicações e Varejo.

O
relatório identificou uma alta demanda por profissionais com
habilidades do tipo “hard digital skills”, com experiências em áreas
como Análise Avançada, Automação, Inteligência Artificial e
Cibersegurança. No entanto, aqueles que detém as chamadas “soft digital
skills”, tais como foco no cliente e a paixão por aprender, são os mais
procurados pelas empresas, pois estas características são cada vez mais
importantes em um bom profissional digital. A maior lacuna em “soft
digital skills” está em se sentir confortável com temas como
ambiguidades e colaboração.

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Outras descobertas apontam que:

·  
Embora 51% dos empregadores tenham identificado a ausência de
profissionais “hard digital skills” em sua organização, 59% deles
reconheceu a falta de “soft digital skills” entre seus funcionários;

· 
Sete entre dez profissionais digitalmente capacitados (72%) preferem
trabalhar para organizações que tenham o empreendedorismo e o espírito
de startup como principais aspectos de sua cultura organizacional, e
ainda que promovam a agilidade e a flexibilidade em seu time;

· 
É improvável que os talentos digitais prosperem em um ambiente que não
ofereça liberdade para experimentar e falhar. A inovação também sofrerá
se a cultura da experimentação não existir.

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