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Despenca otimismo na economia brasileira entre os diretores financeiros

Previsão de investimentos em pesquisas foi reduzida, bem como expectativas de gastos com tecnologia, aponta pesquisa da FGV

Da Redação

10/10/2019 às 17h14

Foto: Shutterstock

O otimismo de diretores financeiros de 29 médias e grandes empresas brasileiras com a economia diminuiu 28,2%, apontou a pesquisa Panorama Global dos Negócios, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a americana Duke University. Os principais motivos para a queda são a incerteza econômica, políticas governamentais, risco cambial e demanda fraca.

Segundo informações da BBC, em dezembro do ano passado, 89,3% dos executivos que participaram do levantamento se diziam mais otimistas do que no trimestre anterior, mas o percentual caiu para 41,4%. Por outro lado, o número dos que se consideram menos otimistas subiu de zero para 41,4%. Além disso, a previsão de investimentos em pesquisas foi reduzida de 1,4% para 0,4% nos próximos 12 meses, bem como as expectativas de gastos com tecnologia, que caíram de 4,8% em dezembro para 1,8%.

Para Claudia Yoshinaga, coordenadora da pesquisa no Brasil e professora da FGV, o cenário depois do processo eleitoral, no final do ano passado, era bastante otimista por parte dos empresários. Porém, os resultados atuais mostram frustração da base de apoio do presidente Jair Bolsonaro. "A essa altura muitos deles já esperavam que a reforma da Previdência estivesse aprovada", explica a especialista.

Além da reforma da Previdência, os empresários esperavam que a reforma tributária e a agenda econômica estivessem melhor encaminhadas. Outros acontecimentos, como a dificuldade do governo em criar apoio no Congresso, também contribuem para o impacto negativo dos investimentos.

Conforme apontado pela pesquisadora, o cenário internacional também está estimulando a queda do otimismo entre os diretores financeiros, principalmente por conta da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. "Pela primeira vez em uma década, nenhuma região do mundo parece ter crescimento sólido o suficiente que sirva de motor para a economia global", observa John Graham, professor da Fuqua School of Business da Duke University.

 

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