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Mudar de negócios para TI marca trajetória do CIO da Telefônica

André Kriger, CIO da Telefônica, tem três grandes desafios. Entre eles, acelerar a Transformação Digital da operadora

Déborah Oliveira

18/01/2019 às 8h39

André Kriger Telefônica VIvo
Foto: Divulgação/Telefônica Vivo

Filho de peixe, peixinho é. A expressão se encaixou perfeitamente na trajetória profissional de André Kriger, vice-presidente de Tecnologia da Informação da Telefônica Vivo. Seu pai estudou Engenharia da Computação no Rio de Janeiro, uma das poucas cidades que oferecia o curso, e logo abriu uma empresa de redes de computadores. Foi uma referência para Kriger. “Tecnologia faz parte do meu DNA. Sempre gostei e me interessei porque me fascinava e me aproximava do meu pai”, contou o executivo à CIO Brasil.

Anos depois, apesar da formação na área, Kriger acabou estudando também Administração e no começo da sua carreira enveredou por esse caminho. “Ainda assim, tive uma experiência na empresa do meu pai e depois na Positivo Informática. Foi quando decidi partir para um MBA nos Estados Unidos”, lembrou.

Em terras norte-americanas, o executivo viu de perto o boom as startups e isso despertou seu interesse pelas empresas nascentes. Ao voltar para o Brasil, ingressou em uma delas, a Fulano.com.br, onde ficou por um ano. De lá, partiu para uma consultoria focada em tecnologia e telecomunicações. Foram oito anos à frente de projetos na área.
Em 2009, surgiu o convite para ingressar na Telefônica, onde nos últimos anos passou por diversas áreas de negócios: Planejamento, Marketing e Experiência do Cliente. “Agreguei uma visão completa da cadeia de atendimento e dos negócios”, sintetizou ele.

Em abril de 2018, o executivo assumiu a TI da operadora em um caminho inverso ao de muitos CIOs: dos negócios para a tecnologia da informação. “Cada vez mais profissionais da área têm de ter uma visão completa. Isso é um diferencial, pois não existe mais tecnologia por tecnologia.”

Aprendizados
Durante sua trajetória profissional e em quase um ano à frente da TI da Telefônica Vivo, o executivo revela que agregou muitos aprendizados ao seu livro de experiências. “Fui cliente da área de TI. Demandei, testei e ajudei a fazer muitos projetos. Tinha visão de que TI era muito mais simples do que realmente é. O dia a dia, contudo, é muito maior e complexo”, revelou.

Kriger tem agora pela frente três grandes desafios. Um deles é acelerar a transformação. Trocar sistemas legados que estão no ar há décadas, além de inaugurar a era de entregas rápidas. “TI tem a missão de acelerar o time to market dos produtos.” A outra frente é não esquecer do dia a dia, mantendo as luzes acessas.

Liderança voltada para pessoas
Kriger define-se como um líder que gosta de estar próximo do time e entender e resolver os problemas. “Não tenho dificuldades em pedir para que me expliquem de novo. Se eu desconheço especificidades técnicas, pergunto e procuro me informar”, comentou. Seu estilo também inclui dar autonomia ao time. “Há discussões das quais eu participo e outras deixo para os técnicos decidirem. Se der errado, não tem problema, vamos corrigir.” Transparência também faz parte do seu estilo de liderança, que estimula o equilíbrio entre vidas pessoal e profissional.

Esse posicionamento não só o ajuda na gestão do time, como também no incentivo para que a equipe assuma um verdadeiro papel de protagonismo. “Para isso, precisamos ajudar os negócios a tomar as melhores decisões”, assinalou.

Uma das iniciativas que o executivo quer reforçar em 2019, inclusive, é fortalecer os laços com o time. “Direciono boa parte do meu tempo para gestão de carreira da equipe. Tenho 80 gerentes seniores e 130 juniores. Eu gosto de falar com todos eles pelo menos uma vez por ano. Até para saber os desafios. É uma conversa aberta, sem pautas. Essa proximidade dá abertura para fazer diferente e para eles entenderem o que espero deles.”

Para os próximos meses, Kriger incluiu na sua lista de metas também estar mais próximo das áreas de negócios. Respirar o dia a dia das áreas e entender de perto tudo o que pode ser aprimorado.

CIO antenado
O mercado e as próprias transformações tecnológicas têm impulsionado a evolução do papel do CIO. Kriger tem consciência dessa revolução e acredita que o papel do líder da TI deverá ser cada vez mais estratégico. “A função do CIO sempre existirá. É ele que ajuda a tomar as decisões de tecnologia.”

E para tomar as melhores decisões, Kriger mantém-se antenado com todas as novidades que surgem, seja em conversa com seus pares ou ainda participando de eventos do setor.

Uma das estratégias que ele também lança mão é a leitura de livros. A da vez é o The CIO’s Guide to Breakthrough Project Portfolio Performance, Michael Hannan, Wolfram Müller e Hilbert Robinson, que o tem ajudado a fortalecer suas habilidades para levar para outro nível as iniciativas ágeis da Telefônica Vivo.

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