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Data centers na nuvem: o futuro da proteção e do armazenamento de dados

Mais armazenamento em menos espaço é necessidade que demanda atualização do centro de dados

Eduardo Almeida *

17/02/2019 às 18h14

Data centers na nuvem o futuro da proteção e do armazenamento de dados
Foto: Shutterstock

Atualmente, falar sobre data centers em diferentes segmentos de mercado já se tornou algo comum, já que essas estruturas ajudam as companhias a armazenar e organizar as informações e deixam à disposição dos colaboradores os dados que manejam diariamente em seus negócios. No entanto, além dessas utilidades, quais outras evoluções os data centers estão oferecendo e qual será o futuro dessa tecnologia?

No início, os data centers eram grandes estruturas metálicas, cuja principal finalidade era funcionar apenas como um banco de dados. Contudo, a necessidade de facilitar sua administração e reduzir espaços fizeram com que os data centers evoluíssem e diminuíssem seus tamanhos e modelos de gestão, até que se tornassem sistemas de alta densidade que ocupam pouco espaço físico. Além disso, essas infraestruturas também passaram a proporcionar serviços de armazenamento em nuvem.

Vemos que grandes empresas ou instituições públicas ainda operam com centros de dados privados, porém, o estudo “State of Cloud Transformation”, realizado pela Unisys, aponta que o uso de data centers privados deve diminuir de 43%, em 2017, para 29% em 2019. Enquanto isso, o uso de data centers virtuais deve aumentar entre 20% e 28% até 2020.

Essa virtualização obedece às constantes melhoras que são geradas no âmbito tecnológico que, em parte, se devem à necessidade de trazer melhores condições de vida na sociedade e uma maior competitividade empresarial, levando as companhias a implementarem soluções e tecnologias de ponta relacionadas à internet das coisas (IoT) e à criação de cidades inteligentes, como a biometria e reconhecimento facial, entre outros. Suportar essas soluções, em muitas empresas, só é possível graças ao uso de data centers conectados à nuvem, que trazem uma grande capacidade de armazenamento sem a necessidade de realizar grandes mudanças nos investimentos e nos espaços de infraestrutura.

Outro impulsionador desse movimento é a busca das empresas por uma estrutura que se adeque às suas necessidades operacionais com custos acessíveis, os quais se conseguem graças às facilidades que a nuvem oferece de serviços sob o formato Software as a Service (SaaS). Esse modelo proporciona às empresas flexibilidade para ampliar a capacidade dos serviços contratados, otimizando seus custos de operação e armazenamento e, garantindo assim, respaldo aos seus arquivos.

De acordo com a pesquisa global da Unisys, é estimado que 68% das empresas latino-americanas migrarão seus dados e aplicações para a nuvem nos próximos anos. Segundo a experiência que temos, quando as empresas passam seus serviços de data center para a nuvem, seus gastos reduzem mais de 20% devido ao fim de demandas como atualizações, licenças e segurança, deixando assim os data centers tradicionais e privados em desvantagem.

A revolução digital dos centros de armazenamentos de dados desenvolveu uma capacidade de processamento quatro vezes maior que os primeiros data centers, e as novas estruturas passaram a ocupar apenas 40% do espaço que antes abrigava modelos mais antigos. Além disso, os novos modelos possuem capacidade de oferecer suporte energético, de iluminação, conectividade, segurança e outras soluções que garantem a otimização do funcionamento das plataformas de acesso de dados em qualquer lugar.

O caminho que projetamos, levando em conta todos esses pontos, é que o futuro das operações será na nuvem. Apesar de algumas empresas continuarem mantendo seus dados em data centers privados, com as constantes inovações tecnológicas e a facilidade para aumentar ou reduzir a capacidade de armazenamento, reagindo a picos de demanda e sem a necessidade de investir em mudanças e adaptações de hardware e software, migrar os sistemas para a cloud será a opção mais viável para manter a inovação e a proteção contínua dos sistemas de dados de uma empresa.

 

(*) Eduardo Almeida é presidente da Unisys para América Latina

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