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CSOs devem fazer parte do board

Com o crescente aumento de número de ataques cibernéticos a empresas brasileiras, os chefes de segurança passam a ter um papel mais ativo nas decisões estratégicas

Priscila Meyer*

14/09/2018 às 11h14

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No decorrer do ano de 2017, o Brasil foi alvo de 205 milhões de ciberataques, praticamente um para cada brasileiro. De acordo com o Relatório da Segurança Digital no Brasil, produzido pelo laboratório PSafe, foram registrados mais de 120 milhões de detecções de ciberataques somente nos primeiros seis meses de 2018 – número 95,9% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, indicando que teremos quase o dobro desse volume ao final do período. 

Esses ciberataques afetaram não só computadores pessoais, mas principalmente de empresas de todos os portes e até de hospitais, deixando um rastro de algumas dezenas de bilhões de reais em prejuízos. Junto com o dinheiro, muitas companhias viram ir pelo ralo anos de investimento em construção de imagem e na relação de confiança com seus clientes. Esse cenário crava um conceito que vem sendo discutido mais e mais a cada ano: “Empresas que não são capazes de proteger os dados de seus clientes - e os seus - não serão mais competitivas”.

Não só pelo dano financeiro e de reputação, resultado das falhas, mas, mesmo no momento da prevenção, a segurança da informação tem conquistado um espaço cada vez maior no leque de investimento das empresas. No Brasil, levantamento da PwC aponta que o investimento em segurança da informação no país cresce a um ritmo anual de 30% a 40%, atingindo cifras na casa de US$ 8 bilhões em 2018 - maior valor da história no País - enquanto que no restante do mundo, esse crescimento gira entre 10% e 15% ao ano. 

Com a segurança ganhando espaço no panorama de prioridades das companhias e se tornando fator determinante tanto para o crescimento, como para a sobrevivência da marca no mercado, nada mais natural que envolver os Chiefs Security Officer, os CSOs, ou chefes de segurança da informação, nas decisões estratégicas da empresa, com um papel de influência no board com tamanho proporcionalmente igual ao tamanho do tema na empresa.

A presença desse profissional no board, não só reforça para o mercado o compromisso da companhia com a segurança, como também ajuda a acelerar um importante processo que é determinante para esse novo quesito de competitividade: a criação de uma cultura de comportamento seguro entre os colaboradores, que pode ser um fator determinante no processo de adaptação aos novos anseios do mercado, já que no Brasil cerca de 58% das violações de segurança são resultado de falha humana, colocando em cheque todo o investimento em tecnologia.

Seu CSO deve fazer parte do board

Com esse novo panorama, poucas empresas sabem como querem estar daqui a 5 anos, mas é certo que seus clientes esperam que elas estejam seguras. Mais do que isso: confiança e segurança em produtos e serviços virou uma característica valiosa, demandada pelos consumidores mais exigentes. E nenhum outro profissional oferece a rara mistura de conhecimentos sobre tecnologia, gestão de riscos e negócios como os CSOs. 


(*) Priscila Meyer é CEO da Flipside

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