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Conquistas e desafios do protagonista na Transformação Digital

Independentemente do tamanho da corporação, é indispensável para o sucesso a capacidade de se antecipar

Luis Banhara *

17/12/2018 às 7h43

Foto: Shutterstock

Responsável pela administração de recursos, estruturas e pessoas da área de TI, o CIO em tempos atuais de nuvem, ambientes híbridos e Transformação Digital rumo à um novo modelo de internet ganha, a cada dia, novas funções e é ainda mais exigido. Desafiado a promover a inovação e criatividade junto à sua equipe e toda corporação, o CIO não pode deixar de lado suas funções básicas, mas precisa olhar sempre à frente para decidir de forma racional e estratégica como irá direcionar investimentos futuros.

Esse gestor precisa ainda promover o engajamento das pessoas, para que a companhia tire o máximo proveito da TI e consiga alcançar seus objetivos de negócios;  conhecer tecnologias emergentes e entender seus impactos nos processos e resultados ; ser capaz de antecipar possíveis ameaças e detectar oportunidades para a organização. Parece muita coisa para um executivo só? Isso é apenas a ponta de um grande iceberg....

O avanço da tecnologia revoluciona diariamente o modo como vivemos  e esse impacto afeta não só os CIOs e CTOs - diretamente relacionados à área de TI - mas todos os demais executivos C-level. Um dos exemplos que vem modificando o cenário dentro e fora das empresas é a Cloud Computing. Ela se tornou tão essencial que institutos de pesquisa já a comparam com os recursos mais críticos do planeta, como água, energia e petróleo, com base no impacto que uma possível escassez ou inatividade dessa pode causar às operações mundiais.

Esse conceito do uso inteligente de recursos tecnológicos surgiu na década de 60, quando o americano John McCarthy defendeu a tese de que a computação fosse oferecida como um serviço público, a exemplo dos serviços de água e luz, em que só se paga pelo que se usa. Era a criação do termo “Utility Computing”.

Hoje, a computação em nuvem representa avanço e liberdade às organizações. Ela permite que  empresas e instituições públicas executem ações mais rápidas, ágeis e flexíveis, consigam redução nos custos de investimento em hardware e acesso igualitário à tecnologias de ponta, só para citar alguns. Em regiões com mais maturidade digital, empresas focam em ativos mais estratégicos (aplicações críticas para o negócio e legadas), aproveitando todos os benefícios da elasticidade e alta disponibilidade de cloud.

Estudo feito pela Citrix com países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México), destaca alguns pontos relevantes em relação ao uso da nuvem no Brasil, como o país com maior número de empresas usando ativamente serviços de nuvem (57%), com maior intenção de investimento nos próximos anos (74%) e a facilidade do acesso às informações (46%) bem como o backup de informações (36%) entre  os maiores benefícios encontrados.

No entanto, segundo a pesquisa, o uso da tecnologia ainda está voltado ao nível mais básico, o de armazenamento. Das empresas entrevistadas, 24% responderam que gravam informações gerais, 18% e-mail, 11% informações sensíveis, 11% dados do fornecedor, 7% aplicações não tão sensíveis e 12% todas as anteriores.

E é neste cenário que entra em cena novamente o CIO, buscando constantemente respostas.  Independentemente do tamanho da corporação, é indispensável para o sucesso a capacidade de se antecipar. Também vale lembrar aqui que todo bom gestor tem uma grande equipe que o ajuda nas decisões deste jogo. A comissão técnica do CIO é formada pelo CEO, CTO, CFO, CMO, CHRO e todos os especialistas em TI, que juntos, oferecem uma visão 360° da empresa para a construção de uma estratégia sólida e robusta.

Por isso, nessa era digital em que vivemos, o CIO não pode mais chamar outras áreas da sua empresa de ‘clientes internos’. Agora, ele deve voltar totalmente seu foco para melhorar a experiência dos clientes finais da sua organização. São eles que mostrarão na prática se as estratégias de tecnologia que suportaram os negócios definidas lá atrás foram acertadas ou não. Ao final do dia, os clientes do CIO são os mesmos do CEO.

 

(* ) Luis Banhara é country manager da Citrix no Brasil

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