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Como superar o pânico da transformação digital?

Com um plano de ação prático, com poucas interrupções e baixo risco, é possível começar uma jornada de sucesso

Alessandra Martins *

09/08/2018 às 10h23

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Como começar a digitalizar as operações? Essa é uma pergunta que
muitos gestores se fazem, mas para a qual não encontram respostas
simples. Minhas proposta é:  desdobre a estratégia etapas claras. Defina
e comunique um plano de ação factível, escolha um processo de negócio
onde se possa mensurar o risco o proteja de interrupções.  Assim é
possível começar, sem pânico, uma jornada de sucesso na transformação
digital. 

Fábricas inteligentes, digitalização de processos e internet das
coisas (IoT) são temas quentes em setores estratégicos da indústria.
Segundo o estudo “Diagnóstico da automação no Brasil”, realizado pela
GS1, associação brasileira referência em automação para a Indústria, em
parceria com a GFK Brasil, as fábricas têm em média 5 linhas de
produção, sendo que 65% delas são automatizadas, ou seja, os processos
são realizados por equipamentos ou máquinas sem intervenção humana.
Essas tecnologias disruptivas geram entusiasmo, mas a complexidade pode
assustar.

Com uma estratégia gradual, as empresas podem recorrer a aplicações
de ponta, soluções híbridas e implementação em fases, possibilitando
mais confiança, além de aproveitar dos benefícios das novas tecnologias
como modernização de equipamentos e processos. Uma estratégia passo a
passo também fornece o tempo necessário para estabelecer a segurança de
dados e garantir a conformidade com padrões modernos, como o GDPR,
padrão de proteção de dados na Europa.

E depois de adotar um método, qual é o próximo passo? Quando a
empresa entra na fase de aceitação, é hora de definir os objetivos do
investimento e a tática para alcançá-los. Um plano bem definido deve ser
estabelecido com etapas mensuráveis e o foco deve ser um projeto que
seja acessível e econômico.

Alguns exemplos de metas viáveis:

- Evite tempo de paralisação de operações não programadas e que os ativos do chão de fábrica continuem a operar;

- Otimize o gerenciamento de estoque com menos falhas;

- Atenda a demanda de clientes por produtos altamente personalizados;

- Melhore a satisfação do cliente e aumente a fidelização da marca;

- Acelere a corrida para o mercado de novos produtos.

“Lucros duplicados" e "aumento de vendas" não fazem parte dessa
relação porque exigem um plano específico e especializado para
alcançá-los.

Investimento
Se a organização não estiver pronta para fazer um grande investimento
TI, pode começar com uma implementação de Cloud com um modelo de
assinatura, para evitar custos. O benefício da nuvem permite a proteção
dos dados críticos dos clientes, que podem começar a se mover na direção
certa.

Outra sugestão é usar os ganhos gerados no primeiro estágio para
atingir os objetivos de investir na segunda etapa. Na maioria das
organizações, há oportunidades para avanços rápidos, que geralmente
necessitam de inovação. Algumas soluções que geram economia no curto
prazo:

- Ferramentas de Business Intelligence para rastreamento de resultados em tempo real;

- Soluções de CRM para o gerenciamento do relacionamento com os clientes;

- Programação, planejamento e monitoramento da planta;

- Gestão de serviços, monitoramento de garantias e acordos;

- Gerenciamento de inventário para melhorar a precisão.

digitalização

Competitividade e prioridades
Priorize o cliente, analisar suas necessidades e forneça as soluções
adequadas. Por exemplo, se ele espera uma remessa com rastreabilidade do
tipo Amazon, de dois dias, as empresas devem adotar um software de
ponta para a cadeia de suprimentos que conecta digitalmente peças e
produtos. Por ter visibilidade de toda a cadeia logística, as
organizações não apenas têm mais controle do produto, mas também
fornecem melhores dados aos clientes, o que lhes permitem acompanhar o
progresso em tempo real. Além de mais visibilidade, mobilidade, é
importante priorizar, também, interfaces atraentes e fáceis de usar. E
tudo isso é possível com uma boa solução moderna de ERP.

Para clientes que buscam personalização especializada, as empresas
podem aproveitar os dados existentes aplicando análises inteligentes e
inteligência artificial para determinar e prever as necessidades
individuais dos clientes. Essas ferramentas digitais têm a capacidade de
coletar informações relevantes e ter os dados necessários, como padrões
de compra e influências de mercado potenciais ou baixas.

É um momento de dinamismo no setor de manufatura. A multiplicidade de
oportunidades e opções tecnológicas é enorme. Com uma visão pragmática,
as empresas podem superar as barreiras comuns, definir metas realistas e
descobrir ideias inovadoras para agir.

 

(*) Alessandra Martins é manager director da Infor Brasil

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