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Como ser produtivo, um papo com John Halamka

O CIO que ficou famoso pela aparição na propaganda do BlackBerry conta como otimizar seu tempo

Thomas Wilgum, CIO EUA

16/01/2008 às 14h01

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John Halamka é um homem de negócio. Ele não é somente o CIO da Harvard Medical e do CareGroup de sistemas de quatro hospitais. É também um médico, um marido com uma filha mais velha de 14 anos, um fã de rock, produtor de vinho e um bloggueiro apaixonado.

 Graças a seu anúncio da Blackberry online em revistas como Time e The Economist, ele é agora uma celebridade. Halanka faz parte da Pesquisa em Andamento da campanha “Pergunte a alguém por que ela ama seu Blackberry”, que atingiu um grande número de pessoas (um diretor de moda da revista Elle, um especialista e chocolate, um consultor para a comunidade de Nativos Americanos)confessando sua afeição. O editor da CIO norte-americana Thomas Wailgum falou com Halamka sobre o porque a RIM o escolheu, e sua fama recente.  

CIO.com: Você está no Blackberry agora? 

John Halamka: Estou, de fato. Estou falando com você no device que figurava nos anúncios.  

Como foi a gravação do vídeo e a sessão de fotos? 

De uma forma estranha, agora eu sei porque a Britney Spears está tão ferrada. Nunca tinha ido a um estúdio de foto antes. Então eu desci para La Guardiã e fui dirigido para os estúdios do Soho, que tem esse visual pós-indústrial cool, que é ótimo para esse tipo de coisa. Fui para o estúdio e imediatamente tinha um maquiador, um estilista e uma pessoa que me oferecia comidinhas vegetarianas.  

Então pensei, caso você morasse em um mundo onde as pessoas fazem o seu cabelo, te maquiam, te vestem e trazem comidinhas, você pode acreditar que é alguém acima do resto da humanidade.

 Como foi a abordagem da RIM? 

Eles me contataram por e-mail e perguntaram: Você gostaria de ser um dos advogados do BlackBerry? E pensei que era um reflexo do fato de eu ter escrito um bocado sobre como eu uso comunicações móveis em meu trabalho. Então realçmente começou co um e-mail.  

Sabe, quanto mais eu leio sobre vocêmais eu sinto que não estou fazendo o suficiente da minha vida. Você mencionou seus cinco empregos full-time. Tem uma esposa, uma filha, e é um fanático por rock e um produtor de vinho. Você é também um blogger. Como você tem tempo de fazer todas essas coisas? 

Eu durmo três horas e meia por noite. 

Sério? 

Sério, desde os dezoito anos. Então apesar de ter 24 anos, no tempo cronológico em que estive acordado, tenho 60. É, de fato, uma coisa de gerenciamento de tempo. Uma semana tem 168 horas, e é só uma questão de como você as divide. Eu também não faço uso de cafeína há sete anos, e sou vegetariano por seis anos. Então acho que essa coisa de três ou quatro horas de sono por noite é uma adaptação genética. Tenho sorte, só isso.  

Escrevi, recentemente, sobre o excesso de informação que os CIOs encaram. Uma das sugestões para para minimizar esse fluxo é “descontinuar o uso do BlackBerry”. O que você pensa sobre o assunto?

 Eu tenho um texto no blog que essencialmente responde essa questão. Faço tudo em tempo real. Como quando você me escreveu, e eu te respondi em tempo real. [Nota do editor: Halamka respondeu em menos de seis minutos.]

Então, realmente tudo em tempo real, mas eu faço uma triagem dos meus e-mails baseado no critério: Quem os está enviando? Qual o assunto? Qual a urgência? Isso significa que recebendo de 600 a 700 e-mails por dia, eu realmente tenho que separá-los entre responder agora, pode esperar até mais tarde, ou se precisa de uma resposta mais complexa, vou respondê-lo à noite ou durante o final de semana. È minha triagem pessoal que tem feito isso funcionar.  

Entendo. Então se eu não tivesse recebido sua resposta em um curto intervalo de tempo, saberia que não estou entre as pessoas da “Lista-A”. 

Bem, é claro que eu dou preferência se é um e-mail de um cliente ou problemas com algum paciente. Hoje aconteceu que minha reunião das 12 horas às 14 horas foi cancelada. Foi perfeito.  

Você entrou para o ranking do seleto grupo de CIOs que aparecem em publicidade – por exemplo, Randy Mott, quando ele estava no Wal-Mart e agora na HP; Dave Barnes, que está na UPS. Está em boa companhia fazendo isso.  

Bem, minha mãe certamente ficou impressionada. Quando você pergunta, “quem foi a pessoa mais atenta dessas propagandas?” A resposta é minha mãe. 

Alguns colegas de fora da organização comentaram sobre os anúncios. Mas, curiosamente, se olhar para meus pares ou pessoas de fora da organização, não ouvi nenhum comentário. Pode ser, simplesmente, que eles não lêem essas revistas. Não sei.  

Você teve alguma relutância em fazer isso? Porque é uma venda, e você está em uma indústria altamente regulada, você teve que discutir o acordo com alguém? Obter permissão? 

Deixe me te contar sobre como eu lido com todos os conflitos de interesse. È simples: Eu nunca recebo compensação pessoal por nada. Colocado isso, quando preencho a ficha de conflito de interesses, simplesmente digo “nenhum.” 

Isso significa que se há algum desejo de alguém de pagar por meus serviços, palestra ou outra coisa do tipo, eu dôo para a instituição. Dessa forma eu nunca tenho conflitos de interesse pessoais. E é isso que eu fiz, nesse caso para a Beth Israel Deaconess Medical Center. Então, essa não foi uma coisa tão compensadora. Existem taxas padrão que são pagas a qualquer pessoa que aparece em um filme, por conta das regras do Screen Actors Guild. Enquanto andava no set, recebi a papelada apropriada e US$ 100, que é a taxa padrão de filmagem de algum membro da associação ara algo como isso.  

O que você acha desses anúncios circulando em grandes publicações, como Time e Business Week, do ponto de vista do CIO? 

Qualquer um reconhece que o CIO é agora um papel profissional que é um par do CFO, do COO, e é extremamente estratégico. Não é mais alguém que fica nos fundos da sala com o mainframe controlando bits e bytes. É um membro permanente dos gerentes seniores envolvidos em construir a estratégia da organização. 

Você já ouviu a palavra CrackBerry, e é agora proibido contratualmente de usar a palavra? 

Certamente tenho usado, e não assinei nenhum contrato que restrinja o que posso falar.

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