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Como saber se o seu aplicativo móvel é funcional

APPs corporativas rodando em iPhones e Androids devem ser "user-friendly". Mas o que isso significa realmente?

Tom Kaneshige, CIO/EUA

09/01/2019 às 7h29

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Muitos CIOs que investiram no desenvolvimento de aplicativos móveis para a empresa têm ouvido a mesma crítica dos trabalhadores: seus apps são de baixa qualidade e confusos, e este é o principal motivo de muitos não usá-las. O mantra user-friendly iniciado por Apple _ "Simplesmente funciona!" _ tornou-se um pesadelo para os CIOs.

Aplicativos móveis são um osso, na opinião de Martin Hudson, CTO da Mobile Data Systems, uma empresa de consultoria com sede em Londres frequentemente chamada quando um projeto de aplicativo móvel dá errado. Quase sempre por falta de compromisso o público-alvo.

A verdade é que os CIOs frequentemente falham ao tentar desenvolver um aplicativo móvel. Eles querem ter uma abordagem simplista demais, através da conversão de um site móvel para um aplicativo, ou uma abordagem excessivamente complexa, que inclua a maioria das funcionalidades de um aplicativo de desktop. O resultado final, em ambos os casos, é uma aplicação móvel difícil de usar.

"Não é culpa do profissional de TI", diz Hudson. "Eles querem fazer um bom trabalho, e isto, pra eles, quase sempre significa colocar tanta coisa que possamos fazer usando o app...

Acontece que, em um dispositivo móvel, menos é mais. Compreender onde traçar a linha divisória entre a boa funcionalidade e a funcionalidade excessiva requer um pouco de experiência.

Para o CIO, há muito em jogo. Um aplicativo móvel não pode levantar a ira dos diretores e colocar o CIO na berlinda. Afinal de contas, a diretoria fez um investimento alto ao contratá-lo, mas "você está tornando a empresa inepta".

Todo mundo sabe que um aplicativo móvel, em grande parte, depende da sua facilidade de uso, o cartão de visitas do mundo de aplicativos móveis.

A maioria dos CIOs, porém, não consegue definir o que é ser "user friendly". Se você não pode defini-lo, seu projeto de aplicativo móvel estará provavelmente condenado.

Hudson tem uma definição que funciona bem: 80% dos usuários podem executar a tarefa mais importante em sua primeira tentativa.

A Mobile Data Systems inicia cada projeto de aplicativo móvel fazendo um protótipo da aplicação e apresentando-o a um grupo entre 10 a 15 pessoas que se encaixam no público-alvo. Ao grupo é dada uma única tentativa para executar a tarefa mais importante, sem qualquer referência ou documentação.

Cada pessoa comenta o que está fazendo e pensando. A Mobile Data Systems registra a ação, especialmente quando os usuários tomam um rumo errado. Após o julgamento, a equipe da Mobile Data Systems ajusta a maquete e reúne um outro grupo de pessoas.

"No final do terceiro ciclo é que o índice de 80% começa a ser alcançado", diz Hudson. Somente quando esse índice é atingido o projeto de aplicativo móvel segue em frente.

É assim que Hudson define facilidade de uso.

Aqui estão três práticas que a sua empresa pode empregar para assegurar que aplicativos desenvolvidos no futuro atraiam a atenção dos usuários.

1. Um aplicativo móvel deve resolver um problema apenas
O app deve contar com uma funcionalidade importante, economizar tempo ou dinheiro, entreter ou esclarecer. Em outras palavras, o sucesso de aplicativos móveis está em entregar benefícios úteis para o usuário.

A regra geral é que nem tudo que está na web precisa de um aplicativo. Por isso, não construa um aplicativo até que você tenha uma ideia sólida.

2. Concentre-se em algo e faça-o bem
Essa é a recomendação mais importante. Brainstorming é muito bom. Mas quando você estiver esgotado o processo, limite as melhores ideias em uma ou duas.

3. Teste
Desenvolver aplicativos não quer dizer apenas escrever códigos, mas também testá-los, o que é essencial para uso interno e entre empresas (B2B). Avalie se você possui tempo e equipe suficientes para testar e resolver os bugs do software, especialmente ao desenvolver para várias plataformas.

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