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Como os líderes digitais lidam com a modernização de TI

Empresas com estratégias digitais transformadoras estão a caminho de se libertar da carga onerosa de sistemas legados

Martha Rounds, da CIO (EUA)

10/05/2019 às 15h00

Foto: Shutterstock

Dados recentes da IDC mostram que 76% das empresas que atuam como disruptoras em seus setores, planejam substituir os aplicativos legados nos próximos cinco anos, com quase metade planejando substituir os sistemas legados nos próximos 24 meses. Muitos deles estão fazendo isso movendo a funcionalidade para a nuvem.

A Take Land O'Lakes é uma cooperativa agrícola de US$ 13 bilhões com 10.000 funcionários em 50 países. Michael Macrie, vice-presidente sênior e CIO da instituição, está eliminando os sistemas legados de sua empresa o mais rápido possível.

“É preciso ter uma estratégia sólida sobre para onde e por quê você está indo para a nuvem, quais sistemas são mais importantes para se mover e com que velocidade você pode movê-los”, diz ele. “Você tem que tomar uma posição que diz que você vai ser uma empresa em nuvem e uma empresa SaaS primeiramente – o que fizemos em 2010. Então, quando qualquer atualização ou qualquer alteração importante chegar a qualquer um desses sistemas, você garante que os move mais para perto da nuvem ou para a nuvem. Você tem que permanecer fiel a essa estratégia."

Mesmo no setor bancário, com sua conhecida dependência de sistemas de mainframe, os líderes de estratégia digital estão substituindo ambientes legados, que exigem recursos significativos e soluções alternativas.

“O primeiro passo é analisar seu portfólio de TI, identificando os sistemas legados e calculando os custos associados”, diz Anil Cheriyan, vice-presidente executivo e CIO da SunTrust Banks, sediada em Atlanta.

“Passamos pelo que chamamos de ‘exercício de transparência de custos’ para entender quais aplicativos nos custam mais dinheiro. Em seguida, há uma conversa com as equipes de negócios para identificar quais processos empresariais são eficazes, quais precisam ser substituídos, o valor comercial do ambiente e se o sistema é um obstáculo."

Na opinião de Cheriyan, a questão essencial é simples: “O que o legado está impedindo você de fazer?”

Novas métricas necessárias
As métricas são essenciais para essa transição, mas não necessariamente do tipo em que as organizações de TI confiaram anteriormente. A transformação digital exige que as organizações criem novos KPIs, os quais medem as principais mudanças culturais, de negócios, de processo, de tecnologia e de equipe necessárias para qualquer esforço de modernização da infraestrutura. Esses incluem:

• Nova infraestrutura de TI ágil, flexível, escalável e sustentável, criada a partir de recursos digitais;

• O uso generalizado de novos ambientes de nuvem;

• Integração contínua e modelos de entrega;

• O novo e ampliado uso de automação e processos automatizados;

• Fortes equipes de liderança de negócios que reinventam o processo de orçamento para tecnologias que impulsionam produtos e inovação.

“Afastar-se dos sistemas legados exige que o CIO eduque a comitiva C sobre os verdadeiros custos desses sistemas legados”, diz Macrie. “É fundamental que os CIOs trabalhem com suas equipes de liderança sênior para que eles entendam que cada sistema vem com um custo total de propriedade e um custo de manutenção que precisa ser financiado."

Macrie calcula uma “taxa de execução” – a extrapolação de custos para o futuro, incluindo o custo de atualização no momento certo – para cada sistema de TI e comunica isso à equipe executiva. Caso contrário, existe o perigo de criar “dívidas técnicas que são tão grandes que você não consegue uma saída”, diz. A análise de custos também ajuda quando chega a hora de comparar o custo de operar um sistema legado com o de sistemas baseados em nuvem.

“Cada vez mais, os membros da comitiva C estão começando a entender a necessidade de se libertar de sistemas legados caros”, diz Macrie. “Eles veem seu mundo mudando e sendo radicalmente interrompido por pequenos inovadores de tecnologia, e querem ficar à frente deles. Quando você olha para o que essas empresas menores conseguem com pouco dinheiro, você precisa começar a adotar essas técnicas – ou estará em uma posição de custo inferior ao longo do tempo."

A pesquisa da IDC está demonstrando uma conexão clara entre a liderança da estratégia digital e a modernização e racionalização. Em suma, as empresas que estão atualizando proativamente seus portfólios de tecnologia tendem a ser as mesmas companhias que estão perturbando com êxito as suas indústrias.

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