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Como LinkedIn e Rede lidam com as principais “dores” da cloud computing?
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Como LinkedIn e Rede lidam com as principais “dores” da cloud computing?

Durante o Intentiv, profissionais de ambas as empresas discutiram soluções e boas práticas que podem ser adotadas durante a migração

Mônica Wanderley

18/11/2019 às 17h00

Foto: Reprodução/LinkedIn

Que a nuvem fará cada vez mais parte do dia a dia das empresas é novidade para um total de 0 pessoas. Porém, quase nunca ouvimos falar sobre as dificuldades técnicas encontradas para realizar essa mudança dentro das companhias.  

Brian Wilcox, que atua no setor de Engenharia de Confiabilidade de Sites (ou o clássico SRE) no Linkedin e Maurício Santos, Diretor de Infraestrutura e Operações na Rede, estiveram no Inventiv, evento sobre Quality Engineering que aconteceu em São Paulo, e responderam as dúvidas dos congressistas sobre os principais problemas que podem ser enfrentados no universo de cloud computing.

Abaixo, apresentamos um resumo dos principais pontos: 

Às vezes, feito é melhor que perfeito 

Em
uma realidade na qual a maioria das empresas conta com uma porcentagem
significativa de sistemas legados, a estratégia perfeita seria adaptar
todas essas estruturas e só depois migrá-las para nuvem.  

Mas, por conta do tempo, ambos os profissionais sugerem avaliar se adotar a metodologia lift and shift (que transporta toda a estrutura para nuvem e corrige os problemas a partir de lá) pode ser considerada. 

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 “A pergunta que você precisa fazer é o que é melhor para a operação do negócio”, ressalta Wilcox. Para Santos, da Rede, adotar o lift and
shift pode levar a soluções otimizadas do que resolver todos os pontos
“dentro de casa”, já que a nuvem conta com diversas aplicações que podem
acelerar esses ajustes. 

Migração: tenha certeza que estudou todos os prós e contras 

 Pode
até parecer algo básico, mas esse foi um ponto bastante abordado
durante o bate-papo: muitos projetos de migração para nuvem são tocados
sem que os responsáveis tenham avaliado como os prós e contras impactam
de forma real o desempenho dos negócios. 

“A lógica é muito diferente”, explica Wilcox, do LinkedIn, “por isso é importante entender como a latência vai impactar [na entrega do serviço] e qual é a capacidade e comportamento das máquinas contratadas.” 

Nuvem híbrida: adotar ou não adotar? 

Por ser uma subsidiária da Microsoft, o LinkedIn adota integralmente a Azure como cloud única.  Mas Wilcox também entrou na discussão sobre os pós e contras. 

“Ao utilizar múltiplos provedores, você pode fazer um benchmarking maior e adotar o melhor aspecto de cada uma das plataformas. Porém, você acaba perdendo o acesso a recursos únicos de cada serviço, já que as APIs utilizadas não conversam entre si. É importante avaliar o que mais faz sentido no momento.” 

Santos,
da Rede, também concorda com a linha pensamento “a nuvem híbrida é
legal para quem não tem certeza do que quer e pode fazer diferentes
testes. Agora ter uma só pode gerar outro tipo de vantagem, é bem
importante avaliar esse aspecto.” 

Vai lidar com o caos? Esteja preparado 

Falando sobre Chaos Engineering,
a dupla concordou que nenhum projeto nesse sentido pode ser executado
sem um planejamento prévio sobre as métricas que serão utilizadas para
avaliar o sucesso ou fracasso dentro de um ambiente. 

Um
ponto interessante levantado por Santos é que aplicar esse tipo de
metodologia acaba trazendo outros tipos de benefícios indiretos. “Você
aprende bastante porque passa a entender melhor como todo o sistema
funciona. Além de que, para fazer os testes são necessários vários
requisitos internos, então você acaba por consequência melhorando [a
operação].” 

A melhor defesa é o desconfiômetro ligado 

 Quando o assunto recaiu nas medidas de segurança, Brian Wilcox apresentou sua simples, porém bem efetiva filosofia para encarar o assunto: “Não confie em nada. Nem em serviço ou em aplicação. Confiança zero.” 

Segundo o profissional do LinkedIn, quem trabalhou dentro de sistemas antigos acaba criando a crença de que o que vem de dentro é “bom” e o que vem de fora é “ruim”. Ideia que não se aplica mais em ambientes de nuvem, onde sempre existe a chance (mesmo que mínima) de invasão. 

“Por isso é importante fazer uma análise de cada sistema [integrado na nuvem] e entender qual propósito ele atende e se ainda vale mantê-lo”, completa. 

Construa uma rede de apoio 

Quando se fala sobre desenvolvimento de infraestrutura, Wilcox
acredita que o ponto mais importante para a equipe de tecnologia é
entender para quem pedir ajudar quando ocorrer algum problema. 

“Você não precisa
saber como resolver algo, mas precisa saber quem pode saber como
resolver o problema que está ocorrendo”. De acordo com o especialista,
definir “donos” para diferentes tarefas ou aplicações pode otimizar
processos e também facilita a vida de quem atua na área. 

“Ao
estabelecer um sistema de apropriação [de softwares e tarefas] você
tira aquela diferença entre ter responsabilidade sobre o que está
acontece, mas não ter a autonomia para fazer as mudanças, uma situação
que acaba gerando muito estresse.” 

Prioridades depende do objetivo de negócio 

Tanto Santos como Wilcox concordaram que esse ranking de priorização depende muito do ativo principal do negócio. 

"Se eu fosse um banco, eu priorizaria segurança", contextualiza Wilcox,
"Mas no caso de uma empresa como a Uber, faria mais sentido focar mais
na operabilidade da plataforma do que em segurança. No LinkedIn, o nosso
principal ativo é confiança, então sempre vamos colocar na frente problemas que possam diminuir a confiança dos usuários no serviço" 

Outro
ponto importante é entender como priorizar bugs internos. Santos
explica que, para ele, a medida mais válida e consertar primeiros
questões que podem causar maiores problemas se deixadas para depois. 

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