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Games podem criar nova geração de talentos em cibersegurança
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Games podem criar nova geração de talentos em cibersegurança

Gamification pode aumentar significativamente a conscientização e conhecimento entre a equipe de TI de como as violações podem ocorrer

Lilia Guan, da CIO (AU)

10/05/2019 às 17h00

Foto: Shutterstock

Quase metade dos funcionários da indústria de segurança cibernética são jogadores frequentes ou experientes, de acordo com o relatório de pesquisa da McAfee – Winning the Game.

Isso dá aos CIOs a oportunidade de aproveitar a base de talentos já existente em sua organização para afiar e aguçar as habilidades específicas que jogadores possuem. Habilidades como perseverança, lógica e uma compreensão de como abordar os adversários tornam os jogadores unicamente adequados a um papel na indústria de segurança cibernética.

Gary Denman, vice-presidente da ANZ McAfee, disse que o principal benefício da implementação da gamificação é que ela permite que as equipes de TI sejam melhor equipadas para manter suas organizações mais seguras, do ponto de vista de habilidades e conhecimento.

“A gamification pode aumentar significativamente a conscientização e conhecimento entre a equipe de TI de como as violações podem ocorrer, como evitar tornar-se uma vítima e como melhor reagir a uma violação”, disse ele.

“Também impõe uma cultura de trabalho em equipe necessária para uma segurança cibernética rápida e eficaz”.
Denman disse que pesquisas recentes da McAfee mostram que os benefícios da gamificação são reconhecidos pela alta administração e não apenas pelos profissionais de segurança.

“Cerca de 77% dos gerentes seniores concordam que a segurança cibernética de sua organização seria muito mais segura se implementassem mais gamification”, disse ele. “Há uma forte correlação entre o uso de gamification e a maior satisfação no trabalho entre os funcionários de segurança cibernética, o qual é o principal fator determinante para a retenção de talentos”, complementou.

A pesquisa também mostra que mais da metade (54%) dos entrevistados estavam “extremamente satisfeitos” em seus papéis, disse que sua organização usa essa técnica de gamificação uma vez ou mais por ano – em comparação com 14% daqueles que estão insatisfeitos em suas funções.

“Se, então, voltarmos nossa atenção para organizações que não usam gamification, os resultados falam por si”, disse Denman. “Sem gamification em sua organização, cerca de 80% dos funcionários estão extremamente insatisfeitos – dizem eles que desejariam jogar”.

Denman acredita que é uma indicação clara de que os talentos da cibersegurança querem que a gamificação seja uma parte recorrente de seu desenvolvimento de carreira e treinamento, o que quase sempre garantirá a satisfação no trabalho.

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“Do ponto de vista do gerenciamento de talentos, é vital nutrir os interesses e paixões naturais que os membros da equipe possuem”, reforçou. “Como indústria, precisamos incentivar a solução criativa de problemas, a curiosidade e a colaboração. Somente por meio da promoção dessas habilidades podemos garantir a satisfação do pessoal e evitar a rotatividade”.

Não é apenas a atual safra de talentos de TI que se beneficia com a gamificação, disse Denman. “Muitas crianças australianas jogam por até quatro horas por dia – essa é uma geração criada em videogames e jogos de computador”, disse ele. “Organizações líderes estão percebendo os benefícios de treinar e contratar uma força de trabalho já qualificada em busca de pistas, ferramentas e armas em sua busca pelo sucesso”.

Denman acredita que “os jogadores são uma espécie de talento que é ágil e rápido para encontrar uma solução”.

“Por meio do jogo, eles tendem a desenvolver e possuir habilidades básicas cruciais, como persistência, perseverança, observação e lógica – que os profissionais de segurança cibernética de hoje e do futuro precisarão”, destacou.

Segundo a pesquisa da McAfee, as principais habilidades que os jogadores trazem para a segurança cibernética são a lógica (56%); perseverança (46%), uma compreensão de como abordar os adversários (43%) e uma nova perspectiva em comparação com as contratações tradicionais de segurança cibernética (37%).

“A contratação de mais jogadores é uma solução fundamental para preencher a lacuna de habilidades em segurança cibernética, com 92% dos profissionais do setor afirmando que os jogadores possuem habilidades que os tornam adequados para uma carreira em segurança cibernética”, disse Denman.

“Embora três quartos dos gerentes seniores considerem contratar um jogador mesmo que essa pessoa não tenha treinamento ou experiência em segurança cibernética específica”.

 

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