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Como fazer o escalonamento e o dimensionamento do ambiente virtual

Geralmente não temos os dados certos para fazer previsões de crescimento precisas. Então, que elementos devemos levar em consideração?

Chris Paap *

29/07/2016 às 8h30

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Foto:

Não importa se você administra uma
infraestrutura virtual modesta de apenas dois ou três hosts com algumas
poucas máquinas virtuais (VMs) ou se realiza a gigantesca tarefa de
gerenciar centenas de hosts com dezenas de milhares de máquinas
virtuais, o escalonamento e o dimensionamento adequados são fundamentais
para a manutenção do desempenho operacional.

No entanto, para fazer isso
corretamente, é primordial não apenas realizar a análise preditiva, mas
também obter números concretos que indiquem que cargas de trabalho serão
adicionadas em um momento futuro. Na verdade, como pode ser comprovado
pela maioria dos administradores, geralmente não temos os dados certos
para fazer previsões de crescimento precisas. Então, além de uma bola de
cristal que permita fazer previsões precisas, que elementos deverão ser
levados em consideração quando chegar o momento de escalonar e
dimensionar a infraestrutura virtual?

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Bem, não existe uma maneira universal de
escalonar e dimensionar ambientes que permita acomodar o crescimento e
manter o desempenho no nível mais alto. Como todos os ambientes
apresentam variações, a chave é identificar os objetivos relacionados ao
que você está tentando realizar. 

Por exemplo, a alta disponibilidade (HA)
e a tolerância a falhas são requisitos da maioria dos ambiente de
produção; o que difere é o tempo de SLA aceitável para recuperação após
uma interrupção. O modo como você fornece HA e tolerância a falhas deve
constituir um fator importante ao determinar o modo de escalonamento.

No passado, a maioria dos
administradores fazia o escalonamento com grandes hosts e adicionava o
máximo de VMs possível. O resultado eram poucos hosts muito grandes e
alta densidade de VMs. No entanto, quando um servidor de alta densidade
repentinamente parava de funcionar, todas as VMs precisavam ser
reinicializadas em outro host do cluster. Se tiver esse modelo, mas
também tiver um requisito de SLA com pouco tempo de inatividade durante
uma interrupção (como uma falha de hardware em um host), você deverá
garantir que tenha a infraestrutura de rede, servidor e software
subjacente necessária para acomodar uma recuperação rápida.  

Por esse motivo, muitos administradores
começaram a escalonar horizontalmente em vez de verticalmente para não
apenas reduzir os riscos de um único host parar de funcionar e
interromper um grande número de VMs, mas também devido à adoção de uma
infraestrutura convergente.

O tipo de tecnologia usada no ambiente
virtual também desempenha um papel no escalonamento. A infraestrutura
convergente combina rede, servidor e armazenamento em uma única unidade,
e a hiperconvergência leva isso um passo à frente usando uma
infraestrutura centrada em software que integra todos esses componentes
em um hardware commodity horizontalmente escalonado. A nuvem também leva
isso um passo à frente, pois a commodity não é mais o hardware, mas sim
os ciclos de CPU, a E/S de armazenamento e a E/S de rede.

Pode parecer óbvio que o planejamento
seja um componente fundamental do escalonamento, mas constantemente são
tomadas decisões arquitetônicas que levam em conta um marco tático, e
não tecnologias disponíveis e objetivos.

Um componente frequentemente ignorado no escalonamento de infraestrutura virtual é o monitoramento.
É crucial sempre validar e confirmar que o desempenho atende ou excede
suas expectativas. O bom monitoramento deve, além de detectar o mau
desempenho, identificar tendências e ações de otimização que garantam a
manutenção do desempenho operacional e permitam que você fique acima da
média. É importante observar que a infraestrutura de monitoramento
deverá ser escalonada junto com o ambiente virtual. Para manter o
crescimento, você deve considerar os intervalos de sondagem, o tempo de
retenção de dados e o número de objetos virtuais sendo monitorados como
requisitos de dimensionamento, capacidade e desempenho da solução de
monitoramento.

 

(*) Chris Paap é gerente técnico de produtos da SolarWinds

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